sábado, 22 de agosto de 2015

Tema : solidariedade. Ex-mendigo&moradores de rua

Escreva uma dissertação que observe o esquema:

1 - Mostre a importância da solidariedade nos dias de hoje ( Introdução). Use trechos do texto 1, pode copiar, usando aspas ou parafrasear. 

2 - Na argumentação, utilize o exemplo do texto 2. Resuma a reportagem e transforme-a em exemplificação.

3 - Apresente uma proposta de intervenção que resgate o exemplo do homem que se dedica aos moradores de rua, mas amplie isso, expondo outras soluções que achar convenientes.


TEXTO 1

Ser solidário está na moda, é politicamente correto e se apresenta no cenário social como possível saída para as mazelas da humanidade em tempos de globalização imperial, de exclusão e crescente miséria. A visibilidade que o tema da solidariedade apresenta hoje, através da proliferação de inúmeras campanhas para sua difusão, parece apontar para a necessidade de reconstruir as relações sociais e, a partir delas, o mundo. Hoje convivem campanhas governamentais e não-governamentais contra a fome, para a erradicação da miséria, campanhas para colher doações desde dinheiro até plasma, campanhas de assistência e ajuda aos necessitados, aos excluídos, a algumas minorias. Ao mesmo tempo, surgem apelos ao voluntariado, à responsabilidade civil de mega empresas capitalistas, campanhas para conscientização e responsabilização social e ecológica. Estes apelos partilham o palco com t i c k e t s mágicos, desfalques, rombos e muita impunidade, tudo se misturando em nossas mentes e corações contemporâneos e globalizados, gerando perguntas, questionamentos. A imensa quantidade de campanhas para difundir a solidariedade parece querer nos dizer o “que deve ser feito”, e parece apelar à responsabilidadeda sociedade para com todos, como maneira de preencher o campo social fragmentado e esfacelado pelo liberalismo, numa tentativa de transformação social. Também pensamos na necessidade de reconstruir o mundo, mas nos pe rguntamos se esta é a via mais apropriada. Questionamos o sentido1 do conjunto das campanhas de solidariedade, como um fato social com alta visibilidade hoje, que se nos impõe com força modelar e normativa e tem como função, aparentemente, tentar “ligar as individualidades” isoladas umas das outras, ilhadas e sem contato. Através da desconstrução da “função” de tais campanhas solidárias, elas se posicionam como um assistencialismo que atua como mero paliativo, reforçando em certo sentido a aceitação da exclusão e da miséria, sem se orientar para a transformação de suas causas.2 A “solidariedade por decreto”, como a denominamos, é a do “d e v e r se r” e se apresenta, no nosso entender, como a mais clara declaração de ineficácia do antigo padrão “individualista” que modelou as subjetividades, isolando-as umas das outras, deturpando desta maneira sua “potência”.3 Hoje, o “individualismo” parece haver chegado ao limite do seu próprio paradoxo: a individualidade, encurralada dentro de rígidos e padronizados muros, “dócil e endividada”,4 precisa se reinventar, recriar-se no contato com os outros. Para sobreviver, precisamos nos “abrir” aos contatos, às trocas: tal parece ser a mensagem inserida nas inúmeras ações de solidariedade que vêm sendo impulsionadas hoje, obrigando quase a perceber “o outro”, a “incluí-lo” como condição de continuidade da vida em sociedade.

(...)
Nosso horizonte é o delineamento de um conceito de solidariedade que sirva como guia e indicador de ações solidárias. A “solidariedade por convivência” visa a transformação estrutural da sociedade, consolidando uma nova ética que se manifeste em todas as relações micro-políticas do cotidiano, promovendo o agenciamento de processos de singularização e efetivando a ação articulada em um projeto político. Porque o ser não apenas vive, ele “con-vive, vive-com”, dando ao conceito de “solidariedade” uma conotação que vai alem da cooperação e a participação: a solidariedade torna-se constitutiva, ontológica. http://uninomade.net/wp-content/files_mf/113003120826Solidariedade%20subjetividade%20coletiva%20e%20filosofia%20do%20desejo%20-%20Telma%20Mariasch.pdf


TEXTO2

Depois de ter sido morador de rua e viciado em drogas, Eduardo trabalha para recuperar pessoas que estão em situações precárias. Todo tipo de doação é bem-vinda

Por: Manoela Tomasi - Especial
22/08/2015 - 07h04min
Ex-mendigo dedica a vida para ajudar necessitados de Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
José Eduardo da Silva virou missionário e ajuda outros moradores de ruaFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
— Há uns dois anos, eu era magro, cabeludo, andava de pés descalços, com a roupa rasgada, toda suja de fezes e urina, e tinha mais ou menos um centímetro de lodo no corpo. Ninguém aguentava ficar perto de mim, nem mesmo os outros mendigos.

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Assim começa o desabafo de um ex-morador de rua e ex-viciado em drogas, que viveu cerca de três anos perambulando pelas praças de Porto Alegre. José Eduardo da Silva Flores, 30 anos, precisou chegar no fundo do poço para enxergar que a situação deplorável em que vivia tinha uma saída.

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Foi pela influência de amigos que Eduardo entrou no mundo das drogas, quando tinha 17 anos. Aos 26, mesmo casado e com uma filha, ele preferiu deixar a residência em que morava para ir dormir nas calçadas, por conta da dependência química.

— Assim como a maioria dos viciados, comecei com a maconha, a grande porta de entrada. Daí, fui para a cocaína e o crack, a droga mais acessível. Foi eu mesmo quem me pus para fora de casa. Queria liberdade, consumir sem culpa — conta Eduardo que, enquanto morava nas ruas, chegou a usar 25 pedras de crack por dia.

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Sem nunca ter roubado, ele fala, com vergonha, que chegou a trocar objetos de dentro de casa por drogas.

— Quando eu optei pelo vício, perdi tudo. Tudo, tudo, tudo que eu tinha. Perdi minha família, meus amigos, minha dignidade, e passei a viver como um bicho. Eu comia restos direto do lixo, até mesmo a comida que estava misturada com lixo de banheiro — diz o jovem.
Recuperação

Foi em uma manhã de domingo, há dois anos, que Eduardo chegou, pela primeira vez, na Igreja Evangélica Templo de Oração, na Rua Oscar Pereira, na Zona Sul de Porto Alegre, levado pelo estômago.

— Eu não queria nem saber de religião, eu estava era com fome mesmo. Vi que eles estavam dando comida para os moradores de rua. Peguei meu prato de sopa e comecei a prestar atenção no que o pastor dizia. Aquilo tudo fez sentido para mim, me identifiquei e pedi ajuda na igreja — conta o missionário.

Ele recebeu atenção dos pastores e conseguiu morar no local. Com apoio da religião, Eduardo decidiu se recuperar por conta própria e, desde então, nunca teve uma recaída.

— Nunca fui para um centro de recuperação, foi força de vontade. Quando percebi que estava recuperado, senti que precisava voltar aos locais onde passei e ajudar o pessoal da rua. O mendigo é invisível na sociedade, as pessoas passam e não enxergam um ser humano. Por já ter sido como eles, sei do quanto eles precisam de atenção — conta.

Impulsionado pelo desejo de ajudar os necessitados, ele passou a receber doações de comida, roupas e dinheiro para criar o projeto Missiões e Evangelismo Valentes de Davi. Há um ano, Eduardo cozinha, em sua própria casa, todos os dias cerca de 20 marmitas e distribui para moradores de rua. 

 
Fotos Ronaldo Bernardi/Agência RBS

— A pior coisa é quando eu estou entregando a última marmita e aparece mais um morador de rua para comer. Me dá vontade de chorar por não ter mais um prato para oferecer _ junto com a comida, ele conversa com os mendigos e faz uma oração. No fim da tarde, o missioneiro leva agasalhos e lanches, como sanduíche e leite, para crianças das vilas de Porto Alegre.

— Resolvi ajudar também crianças em situação de extrema miséria, justamente por serem o futuro da humanidade. Quando forem mais velhas, vão lembrar de um gesto de carinho que receberam no passado, e isso pode mudar o rumo das suas vidas _ revela Eduardo, que entrega as quentinhas sozinho, às vezes de bicicleta, amarrando os potes em uma sacola, às vezes de carona.


Final feliz

Depois de enfrentar tantos medos nas ruas, como frio e fome, Eduardo hoje dorme em uma cama quentinha. Paralelo ao projeto do bem, ele é missionário da Igreja Evangélica e passou a dar palestras e pregar as palavras do evangelho em igrejas de todo Estado. Com a remuneração destes trabalhos, paga o aluguel da casa, onde mora com a esposa e onde recebe a filha todos os finais de semana. 

À convite de uma entidade, Eduardo viaja, no dia 1o de setembro, rumo a Goiânia, em Goiás, onde irá mostrar seu trabalho durante 15 dias.

— Comecei esse trabalho e não paro mais. O meu maior desejo é poder entregar 200 pratos de comida por dia. Se eu morrer agora e tiver conseguido recuperar uma pessoa, já valeu a pena!

A rotina da solidariedade

O Diário Gaúcho acompanhou um dia na vida de Eduardo Flores. Logo de manhã, ele se preparou para ir às ruas: separou roupas infantis, cozinhou feijão, arroz, massa e molho, preparou sanduíches e leite com achocolatado. 

 
 
A reportagem foi com o missionário e o pastor Sergio Amaral ao viaduto da Borges de Medeiros e o da Conceição, os dois no centro de Porto Alegre, onde foram entregues as quentinhas.

Ao falar palavras de fé e de esperança, os moradores de rua se emocionaram com o gesto. Cledilson Rafael Jardim Dutra, 22 anos,  é de Santa Catarina, mas foi preso no Rio Grande de Sul por tráfico de drogas. Depois de quatro anos preso em Charqueadas, ele voltou para Porto Alegre e mora na rua há seis meses. 

— O cara se acostuma com a vida na rua, aqui tudo é mais fácil. Lá na minha cidade, Balneário Camboriu, eu tenho tudo que eu preciso. Mas falta coragem para voltar. A gente se emociona quando alguém se importa com nossa situação — fala Cledilson com lágrimas nos olhos.

No fim do dia, fomos para o Beco X, na avenida Voluntários da Pátria, no Bairro Humaitá, onde moram cerca de 350 famílias em condições precárias. Mais de 20 crianças ganharam lanche da tarde, roupas e palavras de incentivo para um futuro melhor.

Como você pode ajudar?

- Eduardo Flores tem uma página no Facebook, a Missões e Evangelismo Valentes de Davi, onde você pode conhecer as ações voluntárias do projeto.
- Com urgência, Eduardo precisa de doação de alimento, marmitex para as quentinhas, colheres de plástico e caixas de plástico grandes para colocar sanduíches.
- O missioneiro busca ajuda financeira para tirar a carteira de motorista e, até mesmo, aceita doação de carro ou kombi para não depender de caronas.
- Para entrar em contato e saber informações bancárias para ajuda financeira, os telefones são: 8418-2343 ou 8556-9516.
http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2015/08/ex-mendigo-dedica-a-vida-para-ajudar-necessitados-de-porto-alegre-4830282.html?utm_source=Redes%20Sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite


Enem e outros: “o problema do lixo no Brasil"


   PARA O ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “o problema do lixo no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções 

1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

OUTRA INSTRUÇÃO
Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa sobre a seguinte pergunta:

Como gerar menos lixo pode ser estimulante para o desenvolvimento econômico de uma sociedade?

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.
MAIS INSTRUÇÕES
carta pessoal (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça uma carta pessoal a fim de convencer um amigo a começar a separar lixo para reciclagem na casa dele.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Situação 2015-11D - Carta argumentativa (Uniube, UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa ao prefeito de sua cidade com questionamentos e propostas de melhoria da gestão do lixo em sua cidade.

Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.

Instruções Uniube:
1. No lugar da assinatura, coloque um traço.

Situação 2015-11E – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião sobre a relação entre lixo, sustentabilidade e geração de energia.

Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.

Situação 2015-11F – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva um editorial sobre a gestão do lixo eletrônico no Brasil.

Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas. fONTE DAS INSTRUÇÕES, http://www.opera10.com.br/2014/09/redacao-proposta-2014-64-enem-lixo.html

Texto 1
Hoje qualquer consumidor da maior capital da América Latina tem como saber exatamente quanto custa uma sacola plástica no supermercado. Até recentemente, o custo de uma sacola menor, mais frágil e barata estava embutido no preço das mercadorias compradas, da mesma forma que os gastos com a água, a energia, a mão de obra e todos os demais custos relacionados à operação.
Agora, um novo modelo, maior, mais resistente, mais ecológico e bem mais caro, é cobrado de forma transparente e justa. Todo o consumidor tem o poder de escolha: optar pela comodidade e pagar por ela ou não.
Como era de se esperar, a nova legislação levantou críticas ao mexer com um hábito arraigado por décadas. Leves e impermeáveis, as sacolas foram distribuídas sem custo aparente, criando-se um cenário propício ao consumo desmedido: atualmente cada paulistano consome, em média, 708 unidades ao ano, segundo a Prefeitura.
Nos países da União Europeia, o consumo 3,6 vezes menor, de 198 sacolas, foi considerado alarmante, levando o Parlamento a fixar uma meta de redução para as 28 nações do bloco, de 40 sacolas anuais por cidadão até 2025.
As críticas às medidas de redução do uso de sacolas plásticas trazem à mente a Tragédia dos Comuns. Descrita há quase 50 anos pelo ecologista Garrett Hardin, a teoria explica como um grupo de pessoas tende a agir em proveito próprio quando acredita que seu benefício individual é grande e o prejuízo do outro é diminuto.
Isso leva muita gente a jogar a bituca de cigarro no chão –achando que não faz diferença– sem pensar nas milhões de bitucas pelas ruas; ou o morador de condomínio decidir não economizar água, já que o seu gasto superior será dividido entre os demais.
Quando o esforço individual não é notado para o grupo como um todo, defende o economista e cientista social Mancur Olson, o benefício coletivo depende da "coerção ou indução externa que leve os membros do grande grupo a agirem em prol de seus interesses comuns".
É difícil aceitar essa ideia nos tempos atuais, em que a liberdade individual de decisão de consumo é tão enaltecida. Mas foi assim que o brasileiro se acostumou com o uso do cinto de segurança, parou de fumar em lugares públicos e passou a temer ser pego dirigindo embriagado.
O momento atual nos obriga a repensar hábitos, falsas comodidades e consumo de produtos que demandam excesso de água e energia para a sua fabricação. Afinal, no caso do plástico, o futuro da própria reciclagem está em xeque.
Matéria recente do jornal Wall Street Journal mostra que a reciclagem do plástico deixou de ser um negócio lucrativo depois da queda superior a 50% no preço do barril de petróleo. A reportagem aponta que duas recicladoras quebraram desde dezembro na Europa e que a britânica ECO Plastics, "a maior processadora mundial de plásticos", entrou em recuperação judicial.
Nos Estados Unidos, os novos contratos entre prefeituras e recicladoras já não garantem mais um preço mínimo de pagamento pelo plástico para reciclagem. Claro que lá o custo municipal para manter os aterros deverá levar as prefeituras e persistirem na reciclagem, mesmo tendo prejuízo.
Mas não é o que acontece no Brasil, onde a proibição dos lixões, que deve completar um ano em agosto, ainda não saiu do papel em muitas regiões do país.
O cenário atual aponta que, no tripé dos erres da reciclagem, ou seja, reduzir, reciclar e reaproveitar, o R de reduzir é cada vez mais relevante. Reciclar é ótimo, mas não produzir lixo é muito melhor. Afinal, as cidades mais limpas, não são as que mais limpam, mas as que menos sujam.
CARLOS CORREA, 51, é superintendente da Associação Paulista de Supermercadoshttp://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1667418-reduzir-a-producao-de-lixo.shtml

Texto 2
Na contramão do bom senso e da sustentabilidade, a produção de lixo residencial urbano aumentou 29% no Brasil nos últimos dez anos. Só em 2014, foram geradas 78,6 milhões de toneladas de resíduos, um crescimento de 2,9% em relação a 2013.
Por dia, cada habitante gera 1,062 quilo de resíduos, em média. Em Brasília, onde continua funcionando o maior depósito a céu aberto da América Latina, o Lixão da Estrutural, o índice é de mais de 1,5 quilo por pessoa. E cerca de 10% dos materiais sem serventia gerados na cidades brasileiras não são sequer coletados.
Apesar do aumento da geração de lixo, a quantidade de resíduos que tem destinação final adequada não se alterou significativamente desde que foi aprovada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a PNRS, em 2010, que previa a erradicação dos lixões para agosto de 2014.
Em 2010, 57,6% do lixo era destinado corretamente para aterros sanitários. Depois de quatro anos, o número subiu para 58,4%. Ainda são 3.334 os municípios brasileiros que usam lixões e aterros controlados. Essas cidades colocaram, em 2014, cerca de 29 milhões de toneladas de lixo nesses locais.
A deposição fora dos aterros sanitários preparados para este fim resulta na disseminação de pragas urbanas, doenças para pessoas e animais, na contaminação dos solos, dos cursos d'água e dos rios subterrâneos, expandindo o problema de forma colossal, ainda mais em tempos de crise da água.
Os dados constam do último levantamento anual realizado pela Abrelpe, Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, e divulgado no último dia 28, em São Paulo. A pesquisa foi feita em 400 municípios, onde residem 91,7 milhões de pessoas, quase metade da população do país (200 milhões).
Segundo a entidade, a evolução da gestão de resíduos tem sido muito lenta no país, "Mais de 78 milhões de brasileiros (38,5% da população) não têm acesso a serviços de tratamento de resíduos e mais de 20 milhões sequer contam com a coleta regular de lixo", diz Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe.
Silva aponta também que os recursos aplicados em serviços de gestão de limpeza no país não acompanharam o crescimento do lixo gerado. O valor médio aplicado pelas administrações públicas foi de R$ 9,98 por habitante por mês em 2014 e era de R$ 9,95 por habitante por mês em 2010. "Considerando a inflação do período, o montante de recursos proporcionalmente caiu no período avaliado", diz.
Para quem quer um fio de esperança, o estudo da Abrelpe mostra que houve um pequeno aumento no número de cidades brasileiras que têm alguma iniciativa de coleta seletiva: em 2010 eram 57,6% e hoje são 64,8%. Vamos em frente. 

TEXTO 3
Não dá para eliminar o lixo, mas podemos diminuir sua produção, reduzindo o consumo e reutilizando sempre que possível. Outra ação importante é separar o lixo úmido ou de fácil decomposição como os restos alimentares (quase 60%) do lixo seco que demora mais tempo para decompor e ocupa muita área. O lixo é caro, mas se for tratado de maneira adequada, pode ser muito rentável, evitando ou minimizando a poluição dos solos e águas. 
Para que isso aconteça precisamos mudar alguns paradigmas, repensar nosso modo de vida e começarmos uma revolução de dentro para fora. Rever valores, mudanças de atitude para que todos tenham direito a vida. Reduzir o consumo não é consumir só o necessário, mas é bem possível eliminar supérfluos, reutilizar tudo que possível e o que não for, disponibilizar para a reciclagem. Todos sabemos como reduzir o consumo de energia, água, papel, alimento tanto em casa como no trabalho, precisamos apenas praticar isso.
A reutilização também está ao alcance de todos, na função original ou com um pouco de criatividade, podemos inventar muitas coisas. Reutilizar significa reduzir consumo, reduzir lixo, preservar habitats, preservando ou permitindo a vida de vários animais.
Reciclar no meio industrial ou empresarial significa reduzir consumo, reaproveitar matérias-primas para minimizar a poluição ambiental, gerando um produto mais competitivo. 
Precisamos trazer este conceito para nossa vida pessoal. Tudo que não for reutilizado por nós mesmos deve ser descartado separadamente para facilitar as cooperativas recicladoras. Além disso, é preciso cobrar ações mais enérgicas do nossos governantes no sentido de fortalecer estas cooperativas.
Os materiais orgânicos ou lixo úmido como plantas e animais, depois de mortos apodrecem e se decompõem pela ação das larvas, minhocas, bactérias e fungos. Desta forma, os elementos químicos que estes materiais contém voltam à terra (reciclagem natural). Quando o ambiente perde a resiliência, significa que a quantidade de lixo produzido é maior do que estes organismos conseguem absorver ou reciclar, portanto acumulam-se. Estimativas indicam que ultrapassamos em 30% a capacidade de resiliência do planeta. Grande parte deste lixo pode facilmente ser transformado em compostagem ou substrato para vasos e canteiros caseiros.
Quanto mais desenvolvido o país, mais complexo e difícil de separar, reciclar ou decompor seu lixo. No Brasil são gerados cerca de 230 mil toneladas de lixo anualmente, sendo que 59% deste lixo é orgânico ou úmido. São reciclados 13% da produção, o que significa que deixamos no lixo aproximadamente 10 bilhões de dólares por ano, pelo simples fato de não reciclar. Existem aproximadamente 600 cooperativas recicladoras no Brasil. Somente 2% do lixo são destinados a coleta seletiva.
O Japão recicla 50% de seu lixo e a Europa recicla 30%. Nos EUA são produzidos 420 mil t de lixo por ano, dos quais 27% são reciclados, 16% são incinerados e 57% enterrados. A Califórnia recicla 40% e pretende chegar a 100% em 2030.
Outro gargalo ou empecilho importante no Brasil são os canais de escoamento dos materiais reciclados. Normalmente, os catadores ou cooperativas ficam com 25% do lucro gerado e 75% ficam com os atravessadores. Uma das maneiras de se evitar isso é pela intervenção direta do governo, dando preferência ou orientando os órgãos públicos para adquirir produtos diretamente das cooperativas.
A destinação final dos resíduos sólidos constitui outro sério problema no Brasil. Apenas 32,2% de todos os municípios destinam adequadamente esses resíduos (13,8% em aterros sanitários e 18,4% em aterros controlados). Em 63,6% dos municípios, o lixo doméstico, quando recolhido, é simplesmente transportado para depósitos irregulares, os chamados "lixões". Para piorar a situação, nem todo o lixo é coletado e levado para os aterros. Uma boa parte fica depositado nas margens de rios e córregos. Mais de 90% do lixo em todo o país é jogado ao ar livre. A incineração do lixo é desprezível. Só o aterro sanitário do município de São Paulo faz isso em função dos Créditos de Carbono (reciclagem do gás metano e incineração dos demais gases).
O descarte errado do lixo acarreta em sérios problemas para a saúde pública por que dissemina doenças como a leptospirose, amebiose, diarreias infecciosas, parasitose, entre outras (Tabela 4). E ainda servem de abrigo para ratos, baratas, lacraias, urubus, que disputam os restos alimentares com pessoas de baixa renda. Além de contaminar os lençóis freáticos por meio do chorume (liquido altamente tóxico que resulta da composição da matéria orgânica associada com os metais pesados). 
O lixo pode ser classificado em função da consistência (sólido, líquido ou gasoso) e origem (residencial, comercial, industrial, hospitalar ou especial). Vamos tratá-lo em função da matéria-prima apenas. Grande parte dos materiais manufaturados não é biodegradável ou levam muito tempo para se decompor (Tabela 1). O lixo seco (41%) tem sua distribuição por tipo de matéria-prima explicado na Tabela 2. 
Além de sujeira, contaminam rios e solos, tornando-os improdutivos e com altos custos para recuperá-los.
O lixo hospitalar normalmente está contaminado com vírus e bactérias e deve ser descartado separadamente ou incinerado, na maioria dos caso o próprio hospital faz isso.
Poucos municípios dão tratamentos especial ou reciclam os entulhos da construção civil, apesar de serem produzidos em grandes quantidades. Na maior parte, servem de substrato ou pavimento de estradas, para tapar buracos ou depressões ou como tijolos ou briquetes. No primeiro mundo, a destinação é parecida, mas a quantidade reciclada é bem maior que a nossa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Exercício com entrevista....Henrique Fogaça

Comida não pode ser artigo de luxo', diz chef Henrique Fogaça

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Quem vê Henrique Fogaça no júri do "Masterchef", da Band, nem imagina que o piracicabano —cuja fama no programa fica dividida entre a de "marrento" e a de "galã"— não nasceu exatamente com a mão na massa.
Ter se tornado cozinheiro foi quase um desvio de percurso na vida do paulista, que repetiu três vezes de série no colégio e começou a cursar (sem terminar) as faculdades de arquitetura e de comércio exterior.
A mudança para São Paulo, aos 23, foi a protagonista da reviravolta em sua vida. Hoje, Fogaça se divide entre o restaurante Sal, os bares Cão Véio e Admiral's Place e a feira gastronômica O Mercado. "Só comia comida congelada. Cozinhar virou uma necessidade", explica.
Abaixo, confira a entrevista com o chef de cozinha.
sãopaulo - Como aconteceu seu encontro com a gastronomia?
Henrique Fogaça - Eu trabalhei por cinco anos no Banco Real [atual Santander] e comia muita comida congelada. Aí pedi umas dicas para minha avó e passei a cozinhar em casa. Eu ia cedo à feira, comprava os produtos, fazia minha marmita e ia para o trabalho. Percebi que não queria ficar no banco o resto da vida —aí prestei gastronomia na FMU.
Você teve uma Kombi em que vendia hambúrgueres. Considera-se precursor dos foodtrucks?
Comida de rua sempre existiu. A minha Kombi durou mais ou menos sete meses —criei quando estava na faculdade, chamava-se "O Rei das Ruas". Pedi demissão, fiz um acordo com o banco e, com o dinheiro, comprei um moldador de hambúrguer, um freezer e uma mesa de inox que tenho no Sal até hoje.
É preciso pagar caro para comer bem em São Paulo?
Para comer bem, tem que saber onde ir. Muita gente nova monta restaurante e já cobra caro. Minha comida não é cara nem barata, condiz com o que sirvo —colocamos uma margem de lucro em cima para sobreviver. Quando criamos a feira O Mercado, a ideia era oferecer uma comida diferenciada da que existe na rua, por um preço acessível. Comida é uma coisa primitiva —você nasce e morre comendo. Não dá para ser artigo de luxo.
O que o pai Henrique Fogaça gosta de preparar para os filhos?
Eu cozinho pouco em casa, fico muito fora. Não posso cozinhar para a Olívia, que tem necessidades especiais e se alimenta por sonda. Mas o João vai muito ao restaurante, gosta de comer nhoque com molho de tomate e carne. Ele come de tudo —mesmo quando teima, eu digo "experimente, confia no papai". É a maneira de educar, isso é importante.
Quais os próximos passos do Fogaça?
Vou abrir, nas próximas semanas, um restaurante na rua 13 de Maio, em parceria com o Alberto Hiar [da grife Cavalera]. Vai ter uma cozinha toda aberta, sem vidro. A comida vai ser uma extensão do que faço. Não gosto de rotular. Minha comida é para comer. 
http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/08/1665270-comida-nao-pode-ser-artigo-de-luxo-diz-chef-henrique-fogaca.shtml

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A ESCRAVIDÃO NO SÉCULO XXI

Proposta de redação

De acordo com Freud, em carta a Einstein, a humanidade inventou a escravidão quando entendeu que, em vez de matar o inimigo de guerra, o vencido, melhor seria subjugá-lo e fazer uso dele nos trabalhos braçais.
O Iluminismo criou a ideologia que passou a abominar a escravidão. E, a partir daí, tal mazela vem sendo eliminada da sociedade humana. No entanto, no século XXI, com o advento da sociedade de mercado em âmbito global e, com o surgimento do crime organizado, a escravidão ressurge, expande-se, tornando-se um dos veios da economia mundial.
Você acredita que  hoje é possível acabar com a escravidão? Reflita que ela não é institucionalizada como foi, por exemplo, a escravidão dos negros, no Brasil.  Não mostra exatamente uma ‘’cara’’, oculta-se nos meandros da sociedade mercadológica.
Se for otimista, apresente proposta de intervenção.
BOM TRABALHO, AMIGUINHOS!


TEXTO 1
O tráfico humano, também chamado de tráfico de pessoas, é uma das atividades ilegais que mais se expandiu no século XXI, pois, na busca por melhores condições de vida, muitas pessoas são ludibriadas por criminosos que oferecem empregos com alta remuneração. Esses “agentes” atuam em escala regional, nacional e internacional, privando a liberdade de indivíduos que sonham um futuro melhor.

De acordo com o Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em especial de Mulheres e Crianças, o tráfico humano é caracterizado como: “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.”

Portanto, o tráfico de pessoas consiste no ato de comercializar, escravizar, explorar, privar vidas, ou seja, é uma forma de violação dos direitos humanos. Normalmente, as vítimas são obrigadas a realizar trabalhos forçados sem qualquer tipo de remuneração – prostituição, serviços braçais, domésticos, em pequenas fábricas, entre outros –, além de algumas delas terem órgãos removidos e comercializados.

As vítimas já chegam endividadas ao destino de “trabalho”, pois elas têm que pagar aos traficantes valores elevadíssimos referentes à viagem, hospedagem, documentação, alimentação, roupas, etc. O problema é que essa dívida, através da cobrança de juros altos, toma proporções de forma que nunca poderá ser paga. Sendo assim, os criminosos passam a ameaçar e torturar os “devedores”.

As mulheres são o principal alvo, pois o retorno financeiro para os traficantes é maior, visto que a prostituição, atividade mais desenvolvida por pessoas do sexo feminino, é o destino de 79% das vítimas do tráfico humano. O trabalho forçado, exercido por homens, mulheres e crianças, representa 18%. Essa atividade movimenta cerca de 32 bilhões de dólares por ano, privando a vida de mais de 2,5 milhões de pessoas.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
..................................................................................................................................TEXTO2
A partir da construção do Plano Nacional, apoiada pelo UNODC e outras órgãos onusianos, foi possível lutar pelo efetivo cumprimento dos compromissos assumidos, estabelecer parcerias com outros níveis de governo, principalmente estados e municípios, e também com organizações da sociedade civil. A UN.GIFT (Iniciativa Global) acredita no poder de uma mobilização mundial em torno de metas comuns como a melhor maneira de lutar contra o tráfico. As suas principais metas (UNODC, 2009) são:
a) Aumentar a consciência sobre o problema: informar as pessoas sobre esse crime, mobilizando a opinião pública para impedi-lo;
b) Fortalecer a prevenção: trabalhar com grupos em situação de vulnerabilidade e buscar atacar as causas do tráfico de pessoas tais como a má distribuição de renda, o desenvolvimento assimétrico entre os países, a desigualdade de gênero e de raça e a consequente falta de oportunidades;
c) Reduzir a demanda: atacar o problema na sua origem, reduzindo os incentivos ao comércio de pessoas e diminuindo a demanda por produtos e serviços produzidos por pessoas escravizadas;
d) Garantia dos direitos humanos das vítimas: garantia dos direitos humanos fundamentais das vítimas entre eles o direito de ir e vir, e o trabalho digno. No processo de atendimento garantir ainda alojamento, assistência de saúde, psicológica, jurídica, prevenção ao HIV e material às vítimas, levando em conta as necessidades específicas de mulheres e crianças e outras pessoas em risco, com a preocupação de evitar estereótipos e a re-vitimização;
e) Melhorar os mecanismos de responsabilização: fortalecer a troca de informações entre os órgãos e agências responsáveis pela repressão e responsabilização dos criminosos, favorecendo a cooperação entre países;
f) Cumprir compromissos internacionais: garantir que convenções internacionais sejam incorporadas no ordenamento jurídico interno dos países signatários, com a participação dos organismos de cooperação internacional. Também é fundamental promover o aprimoramento dos mecanismos de monitoramento da implementação das convenções;
g) Aumentar o conhecimento: aprofundar o entendimento sobre o escopo e a natureza do tráfico humano por meio da coleta e análise de dados, pesquisas conjuntas e produção de relatórios baseados em evidências sobre as tendências globais do tráfico;
h) Fortalecer parcerias: construir redes regionais de enfrentamento ao tráfico com a participação da sociedade civil, agências governamentais e do setor privado;
i) Criar um fundo especial: estabelecer um fundo específico para o financiamento de projetos de enfrentamento ao tráfico humano, em todo o mundo;
j) Criar um grupo de contato informal: estabelecer em curto prazo uma rede ente os Estados Membros com problemas semelhantes na área do tráfico, envolvendo a sociedade civil, com o objetivo de facilitar a mobilização política em torno do tema e a cooperação em ações específicas.
O esforço coletivo é vital para mudar o patamar do enfrentamento ao tráfico de pessoas, buscando o apoio de todos os países, pois isso é imprescindível para a resolução do problema em comento. http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9302
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TEXTO3
A origem da escravidão humana perde-se no tempo e se acha ainda oculta pela poeira dos séculos que envolvem a própria historia do homem sobre a terra. É a luz do saber humano ainda não se projetou sobre a primeiro escravo, se branco ou negro, se asiático, africano ou europeu. Admite-se, todavia, que surgiu a escravidão do homem com as primeiras lutas e teve origem no direito da força que foi corporificando e se espalhando entre os homens isolados, destes às famílias, às tribos e por fim, às nações e aos estados organizados. A ferocidade do vencedor exaltada sobre o vencido fora a causa potencial da escravidão do homem desde a mais remota Antigüidade, desde os assírios, os egípcios, os judeus negros e romanos e bem assim os demais povos da mais alta antigüidade, adotaram a escravidão e legislaram sobre ela, sobretudo os romanos que coibiram os abusos que se cometiam à sombra dos usos e costumes dos demais povos, estabelecendo princípios do modo de ser escravos , estes princípios constituíram um grande avanço em prol da liberdade humana, mas tarde duas poderosas forças vieram modificar os modos de ser escravos; o advento do Cristianismo e a evolução natural do direito.
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AQUI, UM VÍDEO AULA MUITO BOM. SÓ VEJA SE TIVER TEMPO. NOSSO PROJETO É ESCREVER. 
https://www.youtube.com/watch?v=yV84yzVupkw


terça-feira, 4 de agosto de 2015

A corrupção: crime hediondo

Faça a prova de redação. Baixe o arquivo.


http://www.provasdevestibular.com.br/uft/#2012

Tema: INDIVIDUALISMO E COMPROMISSO COLETIVO

REDAÇÃO


Os trechos a seguir oferecem-lhe material para reflexão sobre o tema proposto. Examine-os com atenção.

1. "Meu partido / é um coração partido / e as ilusões estão todas perdidas / os meus sonhos / foram todos vendidos / tão barato que eu nem acredito / que aquele garoto que ia mudar o mundo / freqüenta agora as festas do 'grand monde' "
(CAZUZA. "Ideologia".)

2. "Não sou de São Paulo, não sou / japonês. / Não sou carioca, não sou português. / Não sou de Brasília, não sou do / Brasil. / Nenhuma pátria me pariu. / Eu não tô nem aí./ Eu não tô nem aqui."
(ANTUNES, Arnaldo e outros. "Lugar nenhum".)

3. "Eu sei / que a vida devia ser bem melhor / e será".
(GONZAGA JR., Luiz. "O que é o que é?")

4. "Qualquer que seja o modelo de desenvolvimento, independentemente de sua ideologia, ele se fará através das pessoas e daquilo que elas forem capazes de realizar a partir de si próprias."
(SOUZA, Herbert de. / Betinho. "Escritos indignados". RJ. ED/IBASE, 1991.)

5. "De todas as coisas desse mundo tão variado, a única que me exalta, me afeta, me mobiliza é o gênero humano. São as gentes (...) minha amada gente brasileira, que é minha dor, por sua pobreza e seu atraso desnecessários. É também meu orgulho, por tudo o que pode ser, há de ser".
(RIBEIRO, Darcy. "O Brasil como problema". 2 ed. RJ: Francisco Alves, 1995.)


6. "Individualista dos pés à cabeça. (...) Sem ídolos, descrente nos políticos e preocupada com o mercado de trabalho, a juventude do estado do Rio lista sonhos resumidos à primeira pessoa do singular: eu.
(...)
Ajudar o próximo, ser feliz, viver numa sociedade mais justa, paz na terra? Não é por aí. Eles não estão interessados em mudar o mundo".

(VENTURA, Mauro, CÂNDIDA, Simone. "Jovem troca ideais por ambição". ln: JB. Caderno Cidade. 06/07/97.)

Considerando os trechos acima, produza um TEXTO DISSERTATIVO sobre “Individualismo e compromisso coletivo” na sociedade brasileira, hoje.”

Lembre-se de que seu texto deverá estar fundamentado em argumentos que tornem clara sua posição.