PARA O ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “o problema do lixo no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “o problema do lixo no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Instruções
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
OUTRA INSTRUÇÃO
Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa sobre a seguinte pergunta:
Como gerar menos lixo pode ser estimulante para o desenvolvimento econômico de uma sociedade?
Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.
MAIS INSTRUÇÕES
carta pessoal (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça uma carta pessoal a fim de convencer um amigo a começar a separar lixo para reciclagem na casa dele.
Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
Situação 2015-11D - Carta argumentativa (Uniube, UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa ao prefeito de sua cidade com questionamentos e propostas de melhoria da gestão do lixo em sua cidade.
Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
Instruções Uniube:
1. No lugar da assinatura, coloque um traço.
Situação 2015-11E – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião sobre a relação entre lixo, sustentabilidade e geração de energia.
Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
Situação 2015-11F – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva um editorial sobre a gestão do lixo eletrônico no Brasil.
Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas. fONTE DAS INSTRUÇÕES, http://www.opera10.com.br/2014/09/redacao-proposta-2014-64-enem-lixo.html
Texto 1
Hoje qualquer consumidor da maior capital da América Latina tem como saber exatamente quanto custa uma sacola plástica no supermercado. Até recentemente, o custo de uma sacola menor, mais frágil e barata estava embutido no preço das mercadorias compradas, da mesma forma que os gastos com a água, a energia, a mão de obra e todos os demais custos relacionados à operação.
Agora, um novo modelo, maior, mais resistente, mais ecológico e bem mais caro, é cobrado de forma transparente e justa. Todo o consumidor tem o poder de escolha: optar pela comodidade e pagar por ela ou não.
Como era de se esperar, a nova legislação levantou críticas ao mexer com um hábito arraigado por décadas. Leves e impermeáveis, as sacolas foram distribuídas sem custo aparente, criando-se um cenário propício ao consumo desmedido: atualmente cada paulistano consome, em média, 708 unidades ao ano, segundo a Prefeitura.
Nos países da União Europeia, o consumo 3,6 vezes menor, de 198 sacolas, foi considerado alarmante, levando o Parlamento a fixar uma meta de redução para as 28 nações do bloco, de 40 sacolas anuais por cidadão até 2025.
As críticas às medidas de redução do uso de sacolas plásticas trazem à mente a Tragédia dos Comuns. Descrita há quase 50 anos pelo ecologista Garrett Hardin, a teoria explica como um grupo de pessoas tende a agir em proveito próprio quando acredita que seu benefício individual é grande e o prejuízo do outro é diminuto.
Isso leva muita gente a jogar a bituca de cigarro no chão –achando que não faz diferença– sem pensar nas milhões de bitucas pelas ruas; ou o morador de condomínio decidir não economizar água, já que o seu gasto superior será dividido entre os demais.
Quando o esforço individual não é notado para o grupo como um todo, defende o economista e cientista social Mancur Olson, o benefício coletivo depende da "coerção ou indução externa que leve os membros do grande grupo a agirem em prol de seus interesses comuns".
É difícil aceitar essa ideia nos tempos atuais, em que a liberdade individual de decisão de consumo é tão enaltecida. Mas foi assim que o brasileiro se acostumou com o uso do cinto de segurança, parou de fumar em lugares públicos e passou a temer ser pego dirigindo embriagado.
O momento atual nos obriga a repensar hábitos, falsas comodidades e consumo de produtos que demandam excesso de água e energia para a sua fabricação. Afinal, no caso do plástico, o futuro da própria reciclagem está em xeque.
Matéria recente do jornal Wall Street Journal mostra que a reciclagem do plástico deixou de ser um negócio lucrativo depois da queda superior a 50% no preço do barril de petróleo. A reportagem aponta que duas recicladoras quebraram desde dezembro na Europa e que a britânica ECO Plastics, "a maior processadora mundial de plásticos", entrou em recuperação judicial.
Nos Estados Unidos, os novos contratos entre prefeituras e recicladoras já não garantem mais um preço mínimo de pagamento pelo plástico para reciclagem. Claro que lá o custo municipal para manter os aterros deverá levar as prefeituras e persistirem na reciclagem, mesmo tendo prejuízo.
Mas não é o que acontece no Brasil, onde a proibição dos lixões, que deve completar um ano em agosto, ainda não saiu do papel em muitas regiões do país.
O cenário atual aponta que, no tripé dos erres da reciclagem, ou seja, reduzir, reciclar e reaproveitar, o R de reduzir é cada vez mais relevante. Reciclar é ótimo, mas não produzir lixo é muito melhor. Afinal, as cidades mais limpas, não são as que mais limpam, mas as que menos sujam.
CARLOS CORREA, 51, é superintendente da Associação Paulista de Supermercadoshttp://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1667418-reduzir-a-producao-de-lixo.shtml
Texto 2
Na contramão do bom senso e da sustentabilidade, a produção de lixo residencial urbano aumentou 29% no Brasil nos últimos dez anos. Só em 2014, foram geradas 78,6 milhões de toneladas de resíduos, um crescimento de 2,9% em relação a 2013.
Por dia, cada habitante gera 1,062 quilo de resíduos, em média. Em Brasília, onde continua funcionando o maior depósito a céu aberto da América Latina, o Lixão da Estrutural, o índice é de mais de 1,5 quilo por pessoa. E cerca de 10% dos materiais sem serventia gerados na cidades brasileiras não são sequer coletados.
Apesar do aumento da geração de lixo, a quantidade de resíduos que tem destinação final adequada não se alterou significativamente desde que foi aprovada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a PNRS, em 2010, que previa a erradicação dos lixões para agosto de 2014.
Em 2010, 57,6% do lixo era destinado corretamente para aterros sanitários. Depois de quatro anos, o número subiu para 58,4%. Ainda são 3.334 os municípios brasileiros que usam lixões e aterros controlados. Essas cidades colocaram, em 2014, cerca de 29 milhões de toneladas de lixo nesses locais.
A deposição fora dos aterros sanitários preparados para este fim resulta na disseminação de pragas urbanas, doenças para pessoas e animais, na contaminação dos solos, dos cursos d'água e dos rios subterrâneos, expandindo o problema de forma colossal, ainda mais em tempos de crise da água.
Os dados constam do último levantamento anual realizado pela Abrelpe, Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, e divulgado no último dia 28, em São Paulo. A pesquisa foi feita em 400 municípios, onde residem 91,7 milhões de pessoas, quase metade da população do país (200 milhões).
Segundo a entidade, a evolução da gestão de resíduos tem sido muito lenta no país, "Mais de 78 milhões de brasileiros (38,5% da população) não têm acesso a serviços de tratamento de resíduos e mais de 20 milhões sequer contam com a coleta regular de lixo", diz Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe.
Silva aponta também que os recursos aplicados em serviços de gestão de limpeza no país não acompanharam o crescimento do lixo gerado. O valor médio aplicado pelas administrações públicas foi de R$ 9,98 por habitante por mês em 2014 e era de R$ 9,95 por habitante por mês em 2010. "Considerando a inflação do período, o montante de recursos proporcionalmente caiu no período avaliado", diz.
Para quem quer um fio de esperança, o estudo da Abrelpe mostra que houve um pequeno aumento no número de cidades brasileiras que têm alguma iniciativa de coleta seletiva: em 2010 eram 57,6% e hoje são 64,8%. Vamos em frente.
Na contramão do bom senso e da sustentabilidade, a produção de lixo residencial urbano aumentou 29% no Brasil nos últimos dez anos. Só em 2014, foram geradas 78,6 milhões de toneladas de resíduos, um crescimento de 2,9% em relação a 2013.
Por dia, cada habitante gera 1,062 quilo de resíduos, em média. Em Brasília, onde continua funcionando o maior depósito a céu aberto da América Latina, o Lixão da Estrutural, o índice é de mais de 1,5 quilo por pessoa. E cerca de 10% dos materiais sem serventia gerados na cidades brasileiras não são sequer coletados.
Apesar do aumento da geração de lixo, a quantidade de resíduos que tem destinação final adequada não se alterou significativamente desde que foi aprovada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a PNRS, em 2010, que previa a erradicação dos lixões para agosto de 2014.
Em 2010, 57,6% do lixo era destinado corretamente para aterros sanitários. Depois de quatro anos, o número subiu para 58,4%. Ainda são 3.334 os municípios brasileiros que usam lixões e aterros controlados. Essas cidades colocaram, em 2014, cerca de 29 milhões de toneladas de lixo nesses locais.
A deposição fora dos aterros sanitários preparados para este fim resulta na disseminação de pragas urbanas, doenças para pessoas e animais, na contaminação dos solos, dos cursos d'água e dos rios subterrâneos, expandindo o problema de forma colossal, ainda mais em tempos de crise da água.
Os dados constam do último levantamento anual realizado pela Abrelpe, Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, e divulgado no último dia 28, em São Paulo. A pesquisa foi feita em 400 municípios, onde residem 91,7 milhões de pessoas, quase metade da população do país (200 milhões).
Segundo a entidade, a evolução da gestão de resíduos tem sido muito lenta no país, "Mais de 78 milhões de brasileiros (38,5% da população) não têm acesso a serviços de tratamento de resíduos e mais de 20 milhões sequer contam com a coleta regular de lixo", diz Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe.
Silva aponta também que os recursos aplicados em serviços de gestão de limpeza no país não acompanharam o crescimento do lixo gerado. O valor médio aplicado pelas administrações públicas foi de R$ 9,98 por habitante por mês em 2014 e era de R$ 9,95 por habitante por mês em 2010. "Considerando a inflação do período, o montante de recursos proporcionalmente caiu no período avaliado", diz.
Para quem quer um fio de esperança, o estudo da Abrelpe mostra que houve um pequeno aumento no número de cidades brasileiras que têm alguma iniciativa de coleta seletiva: em 2010 eram 57,6% e hoje são 64,8%. Vamos em frente.
TEXTO 3
Não dá para eliminar o lixo, mas podemos diminuir sua produção, reduzindo o consumo e reutilizando sempre que possível. Outra ação importante é separar o lixo úmido ou de fácil decomposição como os restos alimentares (quase 60%) do lixo seco que demora mais tempo para decompor e ocupa muita área. O lixo é caro, mas se for tratado de maneira adequada, pode ser muito rentável, evitando ou minimizando a poluição dos solos e águas.
Para que isso aconteça precisamos mudar alguns paradigmas, repensar nosso modo de vida e começarmos uma revolução de dentro para fora. Rever valores, mudanças de atitude para que todos tenham direito a vida. Reduzir o consumo não é consumir só o necessário, mas é bem possível eliminar supérfluos, reutilizar tudo que possível e o que não for, disponibilizar para a reciclagem. Todos sabemos como reduzir o consumo de energia, água, papel, alimento tanto em casa como no trabalho, precisamos apenas praticar isso.
A reutilização também está ao alcance de todos, na função original ou com um pouco de criatividade, podemos inventar muitas coisas. Reutilizar significa reduzir consumo, reduzir lixo, preservar habitats, preservando ou permitindo a vida de vários animais.
Reciclar no meio industrial ou empresarial significa reduzir consumo, reaproveitar matérias-primas para minimizar a poluição ambiental, gerando um produto mais competitivo.
Precisamos trazer este conceito para nossa vida pessoal. Tudo que não for reutilizado por nós mesmos deve ser descartado separadamente para facilitar as cooperativas recicladoras. Além disso, é preciso cobrar ações mais enérgicas do nossos governantes no sentido de fortalecer estas cooperativas.
Os materiais orgânicos ou lixo úmido como plantas e animais, depois de mortos apodrecem e se decompõem pela ação das larvas, minhocas, bactérias e fungos. Desta forma, os elementos químicos que estes materiais contém voltam à terra (reciclagem natural). Quando o ambiente perde a resiliência, significa que a quantidade de lixo produzido é maior do que estes organismos conseguem absorver ou reciclar, portanto acumulam-se. Estimativas indicam que ultrapassamos em 30% a capacidade de resiliência do planeta. Grande parte deste lixo pode facilmente ser transformado em compostagem ou substrato para vasos e canteiros caseiros.
Quanto mais desenvolvido o país, mais complexo e difícil de separar, reciclar ou decompor seu lixo. No Brasil são gerados cerca de 230 mil toneladas de lixo anualmente, sendo que 59% deste lixo é orgânico ou úmido. São reciclados 13% da produção, o que significa que deixamos no lixo aproximadamente 10 bilhões de dólares por ano, pelo simples fato de não reciclar. Existem aproximadamente 600 cooperativas recicladoras no Brasil. Somente 2% do lixo são destinados a coleta seletiva.
O Japão recicla 50% de seu lixo e a Europa recicla 30%. Nos EUA são produzidos 420 mil t de lixo por ano, dos quais 27% são reciclados, 16% são incinerados e 57% enterrados. A Califórnia recicla 40% e pretende chegar a 100% em 2030.
Outro gargalo ou empecilho importante no Brasil são os canais de escoamento dos materiais reciclados. Normalmente, os catadores ou cooperativas ficam com 25% do lucro gerado e 75% ficam com os atravessadores. Uma das maneiras de se evitar isso é pela intervenção direta do governo, dando preferência ou orientando os órgãos públicos para adquirir produtos diretamente das cooperativas.
A destinação final dos resíduos sólidos constitui outro sério problema no Brasil. Apenas 32,2% de todos os municípios destinam adequadamente esses resíduos (13,8% em aterros sanitários e 18,4% em aterros controlados). Em 63,6% dos municípios, o lixo doméstico, quando recolhido, é simplesmente transportado para depósitos irregulares, os chamados "lixões". Para piorar a situação, nem todo o lixo é coletado e levado para os aterros. Uma boa parte fica depositado nas margens de rios e córregos. Mais de 90% do lixo em todo o país é jogado ao ar livre. A incineração do lixo é desprezível. Só o aterro sanitário do município de São Paulo faz isso em função dos Créditos de Carbono (reciclagem do gás metano e incineração dos demais gases).
O descarte errado do lixo acarreta em sérios problemas para a saúde pública por que dissemina doenças como a leptospirose, amebiose, diarreias infecciosas, parasitose, entre outras (Tabela 4). E ainda servem de abrigo para ratos, baratas, lacraias, urubus, que disputam os restos alimentares com pessoas de baixa renda. Além de contaminar os lençóis freáticos por meio do chorume (liquido altamente tóxico que resulta da composição da matéria orgânica associada com os metais pesados).
O lixo pode ser classificado em função da consistência (sólido, líquido ou gasoso) e origem (residencial, comercial, industrial, hospitalar ou especial). Vamos tratá-lo em função da matéria-prima apenas. Grande parte dos materiais manufaturados não é biodegradável ou levam muito tempo para se decompor (Tabela 1). O lixo seco (41%) tem sua distribuição por tipo de matéria-prima explicado na Tabela 2.
Além de sujeira, contaminam rios e solos, tornando-os improdutivos e com altos custos para recuperá-los.
O lixo hospitalar normalmente está contaminado com vírus e bactérias e deve ser descartado separadamente ou incinerado, na maioria dos caso o próprio hospital faz isso.
Poucos municípios dão tratamentos especial ou reciclam os entulhos da construção civil, apesar de serem produzidos em grandes quantidades. Na maior parte, servem de substrato ou pavimento de estradas, para tapar buracos ou depressões ou como tijolos ou briquetes. No primeiro mundo, a destinação é parecida, mas a quantidade reciclada é bem maior que a nossa.


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