segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Paulista deve ser fechada para lazer aos domingos?


Aplausos ao Ministério Público, que rejeitou o resultado da audiência pública realizada no vão livre do Masp em 19 de setembro, a respeito do fechamento da Paulista como "rua de lazer" aos domingos, com a proibição do trânsito de automóveis, táxis e ônibus.
Rua de lazer para quem? Para ciclistas? Não é necessário, a ciclovia já foi inaugurada. Para que precisam das outras faixas?
Lazer para quem corre ou faz caminhada? Não é necessário, as calçadas são suficientemente largas para isso.
Já há ambulantes, legalizados ou não, espalhados pela Paulista, mesmo sem o seu fechamento. Já há comércio de alimentos. Já há músicos de rua. Os jovens passeiam por ela, em patins, skates, bicicletas, sem nenhum problema. A Paulista já é efervescente tal como está.
Há, porém, uma enorme faixa da população que ficaria impossibilitada de desfrutar do lazer na Paulista, caso esse projeto se concretizasse: idosos, indivíduos com visão deficiente ou com dificuldade de locomoção.
Essas pessoas precisam de ônibus, táxis ou de seus automóveis, para chegar aos inúmeros atrativos da Paulista, porque para elas pode ser intransponível a distância entre esses pontos de interesse e as estações de metrô ou as ruas paralelas à avenida.
As últimas administrações de São Paulo deixaram de prestar atenção a esses segmentos da população, permanentemente excluídos da maior parte das políticas de saúde pública, lazer e programas sociais.
Os espaços públicos foram tomados por jovens e grupos radicais que os utilizam como que por exclusividade, rejeitando e afugentando os idosos e deficientes, de forma ostensiva e agressiva. E a recente política de implantação de ciclovias, aparentemente sem suficientes estudos técnicos, parece exigir que todos possuam uma bicicleta e saibam manobrá-la.
E os que dizem "a Paulista vai fechar, mas o metrô vai continuar funcionando" poderiam observar que os trajetos das linhas de ônibus e a quantidade e localização de suas paradas fazem que muitos cidadãos prefiram utilizá-lo em vez do metrô.
Em 18 de agosto, o prefeito Haddad disse, com respeito à Paulista como rua de lazer: "Os estudos técnicos estão completos, mostram que é benéfico para a cidade". Certamente, a cidade de alguns, não a cidade de todos.
Diz a Lei No 10.741/2003, que institui o Estatuto do Idoso: "É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária."
Como os idosos, os deficientes físicos ou visuais têm igual direito à cultura, ao lazer, ao esporte, ao convívio social. Caso lhes seja impedido o acesso aos estabelecimentos na Paulista, esse direito lhes será cerceado, pelo mesmo poder público que deveria assegurá-lo.
Qualquer iniciativa para privilegiar um grupo de cidadãos em detrimento de outro constitui discriminação, exclusão social e privação de direitos. E, não nos esqueçamos de que os idosos, indivíduos com visão deficiente ou dificuldade de locomoção são cidadãos e eleitores.
A Paulista deve continuar como está, um território livre e democrático para todos, durante a semana e também aos domingos. O que a prefeitura deveria fazer é ampliar e descentralizar as opções de lazer para os moradores da periferia, que perdem horas em deslocamento, não só para trabalhar, mas também para usufruir de lazer.
Não há como promover lazer e cultura para uns, e não para outros; e não há direitos humanos se um ou mais segmentos da população se veem excluídos e marginalizados.
LIA ZALSZUPIN, 58, engenheira civil, é vice-presidente da Amacon - Associação dos Moradores e Amigos do Bairro da Consolação e Adjacênciashttp://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/10/1692425-deixem-a-paulista-em-paz.shtml
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Proposta sobre o aborto

http://www.opera10.com.br/2015/06/redacao-proposta-2015-33-aborto.html?view=mosaic

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Feminicídio. Dissertação.

ESCREVA UMA DISSERTAÇÃO 

A tipificação do feminicídio como crime hediondo no Código Penal
Reflita: será que isso conseguirá diminuir o assassinato de mulheres brasileiras?

texto 1
 A violência contra a mulher não começou ontem. Há séculos e até milênios a mulher é subjugada na sociedade. A violência física, sexual, psicológica contra a mulher – ou o “direito” de agredir mulheres – está ligada a uma relação de poder na sociedade. É como se determinada parcela da população tivesse o poder de ditar o que a mulher pode ou não fazer e, se ela não se submeter, deve apanhar para colocar-se no seu lugar.
Mulheres e homens são biologicamente diferentes e essas diferenças determinaram historicamente que cumprissem papéis sociais diferentes. Mas nos primórdios das sociedades essa divisão não significava nenhuma hierarquia. Não havia propriedade privada e todos trabalhavam e produziam o que era necessário para garantir a sobrevivência de todos, cumprindo tarefas diferentes, mas complementares para a comunidade.
Com o desenvolvimento da sociedade e a produção de excedentes, surgem as bases para a apropriação desses excedentes: a propriedade privada. A propriedade privada, por sua vez, traz outra necessidade: a herança, ou para quem deixar essa propriedade acumulada.
É somente a partir dessas novas necessidades que começa a existir a família como a conhecemos hoje, a família nuclear composta de um homem, uma mulher e seus filhos. Já que a maternidade era evidente, para a certificação da paternidade só havia uma forma: manter a mulher na esfera privada como forma de garantir sua monogamia e permitir somente ao homem a participação na esfera pública.
Não é difícil imaginar que manter a mulher subjugada a essa situação não foi fácil; muita opressão foi necessária para que a sociedade “naturalizasse” essa forma de viver. Era necessário que o homem exercesse poder sobre a mulher, que ditasse como deveria ser sua vida; era necessário construir a ideia de que a mulher é inferior e, por ser inferior, tem que acatar essa realidade e ser dirigida por um homem que sabe o que é melhor para ela.
Tal relação de poder entre esses dois gêneros perdura até hoje, ainda que em muitos aspectos tenha se alterado conforme a realidade. Até hoje carregamos as mazelas de uma sociedade que tenta manter a mulher restrita ao espaço privado, doméstico, cuidando de afazeres que socialmente são entendidos (porque foram construídos ideologicamente) como menores, como cuidar da casa e dos filhos.
Então a origem da opressão contra a mulher vem de uma relação social determinada por uma relação econômica, e sua manutenção acontece sobre essas mesmas bases. A submissão da mulher, pacificamente ou não, a uma relação de violência, está determinada, em última instância, por uma situação econômica. Uma mulher pobre, com filhos, sem formação profissional ou mesmo sem estudo, que não possui nada, nem condições de vender sua força de trabalho, está muito mais vulnerável a permanecer em uma relação onde sofra violência.
Como dar um basta em uma situação assim, ainda que se tenha consciência de seu absurdo, se não há condições materiais de viver de modo diferente?http://averdade.org.br/2011/12/as-raizes-da-violencia-contra-a-mulher/
TEXTO2
Há uma semana, a tipificação do feminicídio como crime hediondo no Código Penal tornou-se lei no Brasil após a presidente Dilma Rousseff sancionar o projeto proposto pelo Legislativo. O compromisso político de tolerância zero à violência de gênero, firmado pela presidente no Dia Internacional da Mulher, é uma demonstração do fortalecimento das políticas para as mulheres.
Esse instrumento legal recém-conquistado se agrega à Declaração sobre a Eliminação da Violência contra a Mulher, adotada, em 1993, pela Assembleia Geral das Nações Unidas; à Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, que completa 20 anos em 2015; e à resolução da 57ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) das Nações Unidas, sobre a preocupação com mortes de mulheres e meninas com motivação de gênero.
O feminicídio é um problema global, sendo nomeado como tal na América Latina e Caribe. É crime praticado com requintes de crueldade e terror pela carga de ódio, na sua grande maioria, deflagrados quando as mulheres decidem dar um basta numa relação afetiva. Elas são interpeladas do direito de decidir sobre as suas vidas, com quem vão se relacionar e a maneira como a relação afetiva vai terminar.
Na América Latina, desde 2007, 15 países aprovaram leis que tipificam o feminicídio: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.
De acordo com o Mapa da Violência 2012, produzido pelo Centro Brasileiro de Estudos Latinoamericanos, o Brasil ocupa a 7ª posição de maior número de assassinatos de mulheres no mundo, num ranking com 84 países.
Entre 1980 e 2010 foram assassinadas mais de 92 mil mulheres no Brasil, 43,7 mil somente na última década. Ou seja, a cada duas horas, uma brasileira foi morta sob condições violentas, em sua maioria no ambiente doméstico. Conforme esse estudo, o número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, o que representa um aumento de 230%.
Em seguimento à tipificação do feminicídio no Código Penal, é necessário falar sobre ele e nomeá-lo como tal. É preciso torná-lo visível e presente na opinião pública, nas universidades, nas delegacias, nas perícias, nas promotorias, nas defensorias públicas e nos tribunais de justiça.
Não é possível que a morte violenta das mulheres seja vista como algo natural ou inexistente. É preciso considerar a violência e o feminicídio como eventos atípicos, como expressões de práticas cruéis a serem coibidas com toda a força da lei.
Reparação
O Brasil foi escolhido pela ONU Mulheres e pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos como país piloto no processo de adaptação do Modelo de Protocolo Latinoamericano para Investigação das Mortes Violentas de Mulheres por Razões de Gênero.
A seleção está baseada nos índices e na crueldade de mortes violentas de mulheres, na capacidade de execução do sistema de justiça, nas parcerias existentes entre os órgãos públicos e na capacidade técnica dos escritórios da ONU Mulheres.
No Brasil, o projeto se realiza em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, e com o apoio da embaixada da Áustria, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público e do Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais.
Profissionais de segurança pública e de justiça, de diferentes regiões do país, estão colaborando no debate técnico para garantir a diversidade de boas práticas dessas áreas e as realidades distintas sobre as situações de violência de gênero.
O protocolo latino americano reúne esforços para que as investigações e processos penais integrem fatores individuais, institucionais e estruturais como elementos para entender o crime e, em seguida, responder adequadamente às mortes violentas de mulheres pelo fato de serem mulheres.
Consideramos que, se bem registradas as informações sobre as vítimas nos boletins de ocorrência, laudos dos IML e inquéritos policiais, a justiça terá mais condições de adotar sentenças severas. Contudo, o sistema de justiça precisa considerar, no bojo dos seus processos e fluxos de trabalho, a perspectiva de gênero.
Isso implica fazer justiça às sobreviventes e às vítimas fatais do feminicídio. Significa perceber a crueldade com que as suas vidas foram atingidas e as sequelas físicas e sociais dessa violência, isto é, na vida das mulheres, das pessoas que convivem com elas e para a sociedade brasileira como um todo.
A reparação às vítimas significa vencer a falta de vontade, o desinteresse e a cumplicidade que fazem com que esses crimes fiquem impunes e sem repressão da justiça e da sociedade.
Para a ONU Mulheres, o reconhecimento institucional e social do feminicídio, o fim da impunidade e a visibilidade pública dos assassinatos violentos de mulheres por razões de gênero são caminhos que não podemos mais deixar de percorrer.
É crucial que seja feita reparação às vítimas e seja fortalecida a mensagem de que essas condutas não são toleradas pela sociedade, a fim de prevenir o avanço do feminicídio no Brasil. Fonte: UOL.

texto 3
A inclusão do feminicídio com a redação que lhe foi dada dará inicio a uma perigosa ferramenta para o Estado-Punidor, principalmente contra os homens que, por algum motivo, mate alguma mulher. Isso porque a cultura machista ainda encontra-se enraizada em nossa sociedade (admito) e, por vezes, senão sempre, duvidar-se-á que o homicídio praticado por homem contra mulher não foi motivado por razão de gênero e/ou discriminação contra a condição de mulher. A inclusão do feminicídio dará margem a denúncias arbitrárias e prejudicará, e muito, a defesa do eventual acusado. Isso porque a presunção sempre será da existência de feminicídio, o que inverterá, na prática (ainda que a teoria diga outra coisa), o ônus probatório, pois é o homem quem terá que provar a inexistência de tais motivações. E como provar isso? A meu ver, é quase uma prova diabólica, de difícil comprovação de inexistência por parte do acusado. Acredita-se que sob o a falsa impressão de dar maior proteção a mulher, o que se terá, na verdade, é uma considerável desproteção ao homem que ficará a mercê de um tipo penal quase que inafastável quando existir homicídio de homem contra mulher em casos de violência doméstica e familiar ou em caso de “menosprezo e descriminação de gênero”.
TEXTO 4
rasília - O combate à violência praticada contra a mulher tem um símbolo no Brasil: Maria da Penha. Farmacêutica bioquímica, Maria da Penha chegou a ficar internada por quatro meses devido a um tiro disparado pelo ex-marido, que a deixou paraplégica. O caso ganhou repercussão e, apesar da morosidade da Justiça, resultou na principal ferramenta jurídica de defesa das mulheres vítimas de violência. Ter seu nome vinculado à lei não a faz esmorecer. Em entrevista ao programa3 a 1, da TV Brasil, ela admitiu que a lei sozinha, só no papel, não funciona. O programa vai ao ar nesta quarta-feira (18), às 20h.
“Falta criar políticas públicas, [e investimentos em] delegacias da mulher, centros de referências da mulher, casa-abrigo e juizado”, disse Maria da Penha. “Mas não adianta ter a política pública se quem está trabalhando não for sensível e não for capacitado [para atender à mulher]”, acrescentou. Foram necessários quase 20 anos para que o ex-marido fosse condenado pelo crime que cometeu. Ele ficou preso dez anos e hoje está livre.
Penha considera a divulgação de casos iguais ao dela, ocorrido em 1983, muito importante. Em outra ocasião, lembrou a farmacêutica, ele tentou eletrocutá-la, danificando o chuveiro elétrico. “[Por isso] vou escrever um livro e contar minha história”, anunciou durante o programa. “O livro vai mostrar que o Poder Judiciário não faz justiça e que as políticas públicas que devem ser criadas para atender à lei não existem. [E mostrar que] gestor público não se sensibiliza [em casos que envolvem violência contra mulheres]”.
A lentidão do Judiciário foi criticada por ela durante a entrevista. “Eu vi a demora do Poder Judiciário, deixando o processo dentro das gavetas e atendendo recursos procrastinadores [impetrados com o objetivo de atrasar o processo]”. Penha lembrou que no primeiro julgamento o marido foi condenado a uma pena de oito anos, mas acabou livre por causa de recursos.
“Naquele momento, eu fiquei muito angustiada. Já era conduta do Judiciário garantir a impunidade dos agressores na época”, disse ela ao lembrar os efeitos que a situação causava em sua família. “Precisamos criar nossos filhos em um ambiente saudável, uma ambiente sem violência”, acrescentou. “E não adianta ter a política pública se quem está trabalhando não for sensível e não for capacitado. Mudar a cultura é difícil. Tem de haver um olhar público para quem tem a responsabilidade de aplicar e dar agilidade aos processos”.

Dissertação: ensino a distância ( não há crase no 'a')


Escreva uma dissertação em que se posicione a respeito do ensino a distância. 

Texto 1 ( fala bem da educação a distância)

A  globalização é um dos elementos que levam à necessidade de um educação permanente, sendo possível que cursos à distância incorporem os avanços tecnológicos. É na perspectiva de massificação da modalidade a distância no Brasil, especificamente no que diz respeito ao ensino pela Internet.

O ensino convencional é o nível de ensino onde professores e alunos se encontram em local específico – unidade escolar), em um horário determinado. A modalidade de ensino a Distância é um processo de ensino-aprendizagem que busca oportunizar ao aluno um aprendizado independente, auxiliado na maioria das vezes por intermédio das tecnologias (internet, wiki, fórum, chat, videoconferência), onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente, descrito por Moran.

A Educação a Distância possui elementos essenciais em sua concepção e forma de aplicabilidade, que são a separação física entre professor e aluno, que a distingue da educação presencial. Também a influência da organização educacional que a diferencia da educação individual; a utilização das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) para unir o professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos.

Essa modalidade de ensino permite uma eficaz combinação de estudo e trabalho, garantindo a permanência do aluno em seu próprio ambiente, seja ele profissional, cultural e familiar. O aluno passa a ser sujeito ativo em sua formação (construção do conhecimento) e faz com que o processo de aprendizagem se desenvolva no mesmo ambiente em que se trabalha e vive alcançando assim uma formação entre teoria e prática ligada à experiência e em contato direto com a atividade profissional que se deseja aperfeiçoar.

Ao contrário da educação presencial, na Educação a Distância é você quem decide quando, como e onde estudar (autodisciplina), mas para estudar a distância são necessárias que alguns itens sejam seguidos, como:

• Disciplina para o estudo,
• Organização do aprendizado, evitando o acúmulo de leituras e exercícios;
• Envolvimento como em qualquer curso presencial;
• A participação é vital para a integração e a interação, melhorando os resultados da aprendizagem.

Não existem barreiras para ensinar a distância, é importante compreendermos a EaD como uma dimensão pedagógica que contém em seu desenvolvimento formas de trabalho que se constituem em práticas pedagógicas.

A educação a distância apresenta várias vantagens. Muitas destas se resumem à própria concretização de seus objetivos e estão relacionadas à abertura, flexibilidade, eficácia, formação permanente e personalizada, e à economia de recursos financeiros. Citam-se, então, as várias vantagens desta modalidade de ensino:

• Combinação entre estudo e trabalho.
• Permanência do aluno em seu ambiente familiar.
• Menor custo por estudante;
• Diversificação da população escolar;
• Pedagogia inovadora;
• Autonomia do aluno;
• Materiais didáticos já incluídos no preço;
• Interatividade entre alunos, professores e técnicos de apoio;
• Apoio com conteúdos digitais adicionais;
• Conteúdos desenvolvidos com orientação de aplicabilidade;
• Enfim, a EaD possibilita uma flexibilidade: Onde estudar? Quando estudar? Em que rítmo?

Por isso, ao entendermos os níveis de ensino, que se utilizam da Educação a Distância (EAD) para o seu desenvolvimento, faz-se necessário reconhecer as várias vantagens desta modalidade, pois a educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular, no ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequada para a educação de jovens e adultos (EJA), principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa.
MORAN, José Manuel. Moran: Disponível em: www.eca.usp.br/prof/moran
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/7671/ead-vantagens-da-educacao-a-distancia#ixzz3oOJW13pU


Texto 2 - mais contrário à educação a distância

Carlos Eduardo Bindi

Especial para o UOL

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A educação em salas de aula, com professores dirigindo-se a muitos alunos, tem cerca de 800 anos. Um modelo cuja aplicação só se ampliou, sendo responsável pela maior parte da educação que hoje recebemos.
A mais recente modificação nessa forma de educar ocorreu no século 20, quando a tecnologia permitiu que alunos muito afastados do ponto em que está o professor pudessem, graças ao satélite e à internet, receber as aulas de forma não presencial. Com séculos de aplicação e grandes resultados, é natural a comparação entre as formas clássica e a distância.
Há algumas diferenças óbvias. Com a educação de longe, o custo tende a ser muito menor, já que se trabalha com uma escala de milhares na sala virtual, contra dezenas na presencial. Essa é uma de suas grandes vantagens. A outra, também inegável, é dar acesso ao melhor ensino sem as limitações impostas pela geografia. Mas nem tudo são vantagens no ensino a distância. Há vários obstáculos a superar e é preciso ver se eles são intransponíveis ou não.
A própria tecnologia necessária para a educação de longe é um primeiro e importante entrave. Boas aulas a distância podem ser prejudicadas –e mesmo inviabilizadas– no processo de captação, edição e transmissão. Elas exigem o mesmo que boas aulas presenciais, e mais qualidade da imagem e do som transmitidos. Além de cuidados na produção, como o enquadramento na tela, os cortes, o ritmo. Fatores como falhas na internet e mesmo condições meteorológicas desfavoráveis podem inviabilizar a recepção remota de aulas.
Suponhamos superadas tais barreiras tecnológicas. Ainda temos outros aspectos a considerar. Por exemplo, a interação entre professor e aluno. Na educação a distância, mesmo com a utilização de vários processos para contornar a dificuldade, não há como fazer uma equivalência plena com o modelo clássico. Na verdade, só professores altamente experientes podem antecipar dúvidas e fazer a distância aulas de grande qualidade e interesse que minimizam muito a falta de interação.
Talvez a barreira mais importante nem seja a falta de interação com o professor. O que pode fazer muita falta são colegas de classe. É na sala de aula clássica, junto a outros alunos, que partilhamos muito de nossa vida. Colegas de classe são nossos confidentes. Trocamos conselhos e dicas sobre coisas da escola e sobre coisas muito pessoais. Perguntamos sobre a melhor opção a seguir e também opinamos. Até sobre a aula trocamos explicações. Não é à toa que os mais permanentes laços –fora da família– são formados entre colegas de classe.
De certo modo, são os colegas que selam nosso compromisso com o estudo. Afinal, quem é o primeiro a perceber nossa falta na sala? Quem é o primeiro a nos cobrar o motivo? Não precisamos de pais ou autoridades para nos colocar na linha, os colegas fazem isso. Espontaneamente e com plena aceitação nossa.
A falta de colegas explica um dos maiores problemas identificado  na educação a distância: o abandono dos cursos em taxas elevadíssimas. É bem mais difícil para o estudante acompanhar a rotina de um curso solitário, frente a uma tela. Sem colegas para cobrar presença, para compartilhar a aprendizagem, para dividir os transtornos e alegrias da vida, o estudante acaba perdendo o foco. E abandona os estudos. 
É um grande problema, mas com solução. Podemos manter colegas por perto, mesmo com o professor a distância. Esse caso ocorre quando as aulas são transmitidas para uma sala de aula e o aluno irá assisti-las junto a outros estudantes. Aulas com presença controlada e horários definidos. Obrigações iguais às de aulas comuns, que geram maior fidelidade do aluno, contam com a atenção dos estudantes e são muito produtivas.
Mesmo com esse modelo, os cursos que geram maior adesão são os de menor duração –como os de preparação para provas e vestibulares. O grande interesse pelas aulas e a possibilidade de resultados mais imediatos são fatores que freiam a desistência e oferecem algo mais próximo daquilo que proporciona a educação presencial.
No ponto final da comparação, mais uma consideração. Presencial ou a distância, ambas as formas podem ser boas ou ruins. Uma e outra dependem da empolgação e do brilho no trabalho dos professores.
Não há educação presencial ou de longe que resista a aulas sem graça, sem entusiasmo. Se a aula é arrastada, apagada, o aluno sempre tende a dormir. A diferença é isso ser ou não notado. Na educação a distância, o sono ocorre discreto, quietinho –longe dos olhos do mau professor. cARLOS bINDI. DIRETOR DO COLÉGIO ETAPA.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

ARTIGO DE PIERRE LEVY. NÃO DEIXE DE LÊ-LO E DE SABER UM POUCO SOBRE PIERRE LEVY.
http://www.portaleducacao.com.br/marketing/artigos/56040/pierre-levy-a-inteligencia-coletiva-e-os-espacos-do-saber







terça-feira, 22 de setembro de 2015

Faça um resumo de 20 linhas. Por que 50 km/h nas marginais?



LInks que ensinam a fazer um resumo


http://conversadeportugues.com.br/2015/03/sumarizacao/


http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/dicas-estudo/2015/05/21/4-passos-para-fazer-um-bom-resumo/


Opcional

Exercício 1  - faça a prova da unicamp ( 2013). Texto 1 

https://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/2014/download/comentadas/redacao.pdf
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eXERCÍCIO 2 

Fonte: Folha de São Paulo

Por que 50 km/h nas marginais?

MARCELO BLUMENFELD




 
A redução dos limites nas marginais causou um furor sem igual em São Paulo. A medida, que na verdade beneficia motoristas, é consenso mundo afora por aumentar a segurança e melhorar o fluxo.
Os argumentos contra vão da má qualidade das vias à dinâmica de fluídos. A questão do tráfego é complexa e depende de modelos macroscópicos (na escala da via) e microscópicos (na escala do motorista). Macroscopicamente, todo mundo sabe que quanto maior a velocidade, maior a distância de frenagem. Um carro a 90 km/h (25 m/s) precisa de 37 m para frear a zero, e de 23 m a 70 km/h (19,44 m/s).
Incluindo um tempo de reação de um segundo, os valores sobem para 62 m e 42.44 m respectivamente. Se os carros precisam manter uma distância possível de frenagem, então um carro a 90 km/h requer quase 50% mais espaço de pista para que se mantenha a segurança. Portanto a capacidade máxima de carros aumenta 10% ao se diminuir a velocidade da via para 70 km/h.
Também se sabe que ninguém mantém, de fato, 66 m de distância. O motorista tende a somar o espaço de frenagem do carro da frente para calcular uma distância que considera segura. Embora comum, traz consigo um paradoxo de fluxo e segurança. Primeiro, o motorista se mantém mais próximo à medida que diminui a velocidade. Limites mais baixos ajudam a compactar e homogeneizar o fluxo e a capacidade da via aumenta sem oscilações.
Oscilações são cruciais. Na escala do motorista, o tráfego se adequa à própria velocidade de acordo com a do carro à frente. Quanto maior a velocidade, maior a oscilação e, com isso maior, a ocorrência de ondas de congestionamento.
Estas ondas ocorrem quando um motorista muda a velocidade, fazendo os demais atrás frearem progressivamente mais, até que o tráfego pare de vez. Nessa escala, velocidades menores são mais facilmente controladas, permitindo um fluxo contínuo e mais estável, prolongando a capacidade da via antes de ficar congestionada.
Embora de nomes iguais, a marginal expressa e a marginal local são vias de tipos diferentes. A expressa é uma via segregada, enquanto a local é compartilhada, com calçadas e outros modais.
Nas duas, o motorista já trafega com distâncias menores do que a de frenagem. Além disso, a cada acidente que interdita uma faixa, o fluxo é severamente afetado.
Nas vias locais, a redução contribui imensamente para a segurança. Pesquisas mostram que a probabilidade de morte na colisão com um pedestre diminui mais de 50% ao se reduzir a velocidade de 70 km/h para 50 km/h. Pelo mesmo motivo, as reduções serão na cidade toda, não só nas marginais.
Vias compartilhadas não são de exclusividade dos motoristas e, portanto, respeitam a hierarquia do código de trânsito de prioridade à segurança dos mais vulneráveis.
Os limites tornam-se talvez desnecessários em momentos de baixa demanda, como durante a madrugada e nos feriados. Valeria a pena utilizar limites variáveis, como ocorre nas rodovias da Alemanha.
Como qualquer estudo, as medições devem continuar para que se possa observar a eficácia da medida e, a partir desses resultados, buscar a melhoria contínua desta cidade que tanto amamos.
MARCELO BLUMENFELD, 28, é doutorando em engenharia de sistemas na Universidade de Birmingham (Reino Unido)
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PARTICIPAÇÃO

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

bauman

http://www.fronteiras.com/entrevistas/zygmunt-bauman-a-educacao-deve-ser-pensada-durante-a-vida-inteira