domingo, 21 de agosto de 2016

Terrorismo


proposta 1
O combate contra o terrorismo é uma guerra perdida no século XXI? Apresente uma proposta de intervenção para o problema.

proposta 2 - escreva uma carta ( dissertatira a Luís Felipe Pondé, apoiando ou combatendo a tese dele.


Outro dia ouvia uma famosa música cantada por uma famosa cantora e escrita por um famoso compositor que dizia mais ou menos o seguinte: "Nada nunca se conseguiu nem se conseguirá com violência...".  Parei e me perguntei: como fulano, compositor e cantor tão competente, pode escrever uma coisa idiota como essa?  Daí me lembrei que esse tipo de dificuldade cognitiva é comum em artistas, intelectuais e afins (gente que julga o mundo pelos dois livros que leu ou pela música que escreveu ou pela tese que defendeu na universidade). Você também tem dificuldade de ver a realidade? Também projeta sobre ela essa doce autoimagem de pessoa boa e preocupada com os refugiados na Europa?  Ou é capaz de lembrar que, apesar de ser a favor das leis trabalhistas, demite sua empregada quando o FGTS fica caro? Eis um bom teste de caráter. És capaz de reconhecer isso, ou omites tal fato diante das câmeras e dos jantares inteligentes?  A ideia de que nada nunca se conseguiu ou se conseguirá com violência é de um tal absurdo que apenas um grave retardo mental pode levar uma pessoa a pensar isso.  Nem tudo, mas grande parte do que se conseguiu na história do sapiens foi conseguido com violência. Inclusive coisas que os bonitinhos se derretem e acham tão valiosas, como direitos humanos, democracia, liberdades individuais, ciência. O "diálogo" consegue muita coisa enquanto as pessoas não começam a brigar a sério por nada.  Aliás, um pequeno reparo profético: estou seguro de que, no futuro, olharão para nossa fé obsessiva na democracia como olhamos para os medievais e sua fé na leitura das vísceras dos animais. Rirão de como pudemos, um dia, levar tão a sério a soberania popular. No dia em que descobrirmos como limitar o poder (maior ganho efetivo da democracia) sem perder tempo com a soberania popular, a democracia acaba.  De volta à ideia absurda de que nunca nada se conseguiu ou se conseguirá com violência. Como diz um amigo meu esquisito, esquecemos que, para se sair dando "bom dia!" por aí, muito sangue correu na história da humanidade. A civilização é um exercício contínuo de violência, com ou sem sangue, sobre as pessoas e seus grupos de pertencimento.  Em tempos de terrorismo na Europa (ainda que a imprensa alemã minta, evitando reconhecer o terrorismo em seu território, com medo, justificado, de que isso cause pânico social diante dos milhões de refugiados sírios que a Alemanha acabou de importar), muita gente começa a despertar do longo delírio que foi esse parque temático humanista europeu das últimas décadas. A primeira coisa a ser feita no combate ao terrorismo é aprender a respeitar os terroristas e não vê-los como "vítimas sociais".  Os europeus esqueceram que o humanismo moderno é uma peça de publicidade oriunda de um debate teológico acerca do pecado original nos séculos 16 e 17. Nem a natureza humana "pecadora" existe nem a natureza humana "boa" do humanismo existe. A história é, sim, feita de sangue. E, muitas vezes, por "boas causas".  Antes que algum inteligentinho diga que sou a favor da violência, lembremo-nos de algo. Não se trata de ser a favor ou contra nada, trata-se de olhar a história e a vida real e perceber que, para que você desfile na Paulista de bike, no Iguatemi com seu Visa ou na Vila Madalena com seu Buda, muito sangue correu, corre e correrá no mundo.  Os intelectuais e afins, que deveriam nos ajudar a compreender o mundo, estão há décadas pregando concepções de mundo por aí, alheios à realidade das pessoas reais.  Ocupados com sua vaidade moral evidente, querem passar a ideia de que são pessoas boas e com bons sentimentos. Mentira. Por exemplo, ninguém detesta mais "o povo" do que artistas e intelectuais. Um professor de universidade que seja obrigado a conviver com o povo tomaria remédio contra náuseas todos os dias.  Desistimos, nós intelectuais, há décadas, de compreender o mundo. Optamos por vender ideias que façam as pessoas pensarem boas coisas de si mesmas. De certa forma, grande parte de nós produz autoajuda empacotada com palavras bonitas e elegantes.  ---------------- * Filósofo, escritor e ensaísta, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, discute temas como comportamento, religião, ciência. Escreve às segundas. ponde.folha@uol.com.br  Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2016/08/1797399-para-combater-o-terrorismo-e-preciso-aprender-a-respeitar-os-terroristas.shtml Imagem da Internet

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https://razaoinadequada.com/2013/02/21/uma-definicao-de-terror/
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Desde o início do século XX com o desmoronamento do Império Turco-Otomano, a situação do Oriente Médio e dos povos muçulmanos – em particular – transformou-se radicalmente sucessivas vezes. Houve o crescimento de muitas correntes do Islamismoconsideradas extremistas, como o wahabismopraticado na Arábia Saudita. Além disso, a formação, no período da Guerra Fria, de núcleos de ação treinados pelos EUA contra a presença da URSS em países como o Afeganistão levou, posteriormente, à formação de redes internacionais como a Al-Qaeda. Sabe-se que essa rede, que era liderada pelo saudita Osama Bin Laden, foi responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001. O Estado Islâmico, que atua nas regiões do Iraque e da Síria, derivou-se da rede de Bin Laden.
Após os desdobramentos da Guerra do Iraque, que resultaram na retirada de Saddam Hussein do poder, as práticas terroristas tornaram-se exponenciais nesse país e também em outros, como a Síria, que ainda hoje é governada por Bashar al-Assad. A Al-Qaeda foi e continua sendo uma das organizações que buscam controlar regiões nos dois países. O Estado Islâmico, inicialmente, era um braço da Al-Qaeda e atuava na fronteira entre Iraque e Síria. Posteriormente, o grupo rompeu com sua matriz e passou a desenvolver projetos próprios na região.
A forma de terrorismo praticada pelo Estado Islâmico, ou EI, como também é conhecido, é uma das mais brutais. O terrorismo, em termos gerais, caracteriza-se pelo emprego de violência contra populações civis indefesas como forma de imposição de referenciais políticos e/ou religiosos. No caso do terrorismo islâmico, há uma interpretação radicalizada das doutrinas muçulmanas; interpretação essa que prega, entre outras coisas, o ódio contra os valores ocidentais, contra outras religiões e a implementação da lei islâmica, a Sharia, em sua forma mais drástica.
O Estado Islâmico, em todas as cidades e vilarejos que passou a dominar, institui a Sharia. A obrigatoriedade do uso da burca por mulheres, a lapidação (apedrejamento) de mulheres em caso de suspeita de traição, a extirpação do clitóris (castração feminina), a escravização de outros povos conquistados, a decapitação e a crucificação de inimigos e várias outras barbaridades são praticadas pelo EI.
Todas essas práticas são justificadas pelo discurso da Jihad, ou guerra santa islâmica, que tem por missão expandir a fé islâmica para o mundo e combater os “infiéis”. Em junho de 2014, o líder do Estado Islâmico, conhecido como Abu Bakr al-Baghadi, autoproclamou-se califa (título atribuído tradicionalmente a um governante muçulmano). As principais cidades dominadas pelo EI são Mossul (onde foi montada a sua sede), Tal Afar, Kirjuk e Tikrit.
Um dos fenômenos mais impressionantes que o Estado Islâmico desencadeou foi a adesão de milhares de jovens de todo o mundo à causa jihadista. Associado a isso, outro fenômeno também se destaca: a tentativa de imposição do terror por meio da mídia internacional com a gravação de decapitação de reféns, como jornalistas e soldados estrangeiros.

Por Cláudio Fernandes


http://alunosonline.uol.com.br/historia/estado-islamico.html


http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/afinal-por-que-e-tao-dificil-combater-o-estado-islamico

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