terça-feira, 16 de agosto de 2016

Os boatos e o discurso do ódio na internet

Por meio da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “ Os boatos e o discurso do ódio na internet"”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.


No final dos anos 90, quando a internet ainda era acessada através de computadores conectados a linha telefônica, já naquela época existia o hábito de enviar notícias por mensagens de e-mail a grupos de amigos. Os boatos sempre existiram, os assuntos variavam entre revelações de escândalos política, dicas de tratamentos de saúde alternativos ou alertas sobre perigos em geral. Com evolução da tecnologia que permite o acesso a internet, mais pessoas puderam-se conectar-se a rede. Nesse período surgiram as redes sociais, o que possibilitou a intensificação dessa prática. A divulgação de histórias falsas pode ter consequências reais, e em casos extremos originar ações violentas. A coluna Tira-dúvidas de tecnologia já apresentou um teste sobre os perigos de se divulgar denúncias contra maus-tratos a animais.

A divulgação de histórias falsas não se restringe a somente esse tipo de crime. Com um pouco de criatividade, é possível produzir facilmente um boato e em pouco tempo conquistar o engajamento de milhares de internautas. Quando isso ocorre com o apoio de figuras públicas através de compartilhamento nas suas redes sociais, a repercussão da postagem é ainda maior.   

A recomendação é que antes de compartilhar qualquer informação, quando possível, seja verificada a sua veracidade. Não é porque está publicado em blogs, sites, redes sociais, ou compartilhado em grupos do WhatsApp que necessariamente é verdade. Existe muito conteúdo criado apenas para conquistar seguidores e acessos, e assim monetizar o site através de anúncios. Isso não significa que todos produtores de conteúdo independentes não sejam considerados confiáveis, porém não existe uma regra que permita identificar as fraudes facilmente. E na dúvida, é mais apropriado abrir mão de eventuais curtidas recebidas do que contribuir na sua divulgação de boatos.  

Recentemente páginas falsas no Facebook anunciaram sorteios de automóveis de luxo e smartphones de última geração para os seguidores que curtirem a publicação e compartilha-la em seus perfis. Uma das montadoras mencionadas nos falsos sorteios já se pronunciou nas redes sociais e através de uma declaração desmentiu a existência de qualquer sorteio. 
Mas Afinal, como identificar um boato na internet?  
Nessa coluna serão apresentados sites que auxiliam os leitores interessados em pesquisar sobre a existência de boatos divulgados na internet, confira.  

E-farsas - É um dos precursores do gênero, o site tem mais de 10 anos de existência e nele é possível pesquisar sobre a maior parte dos boatos amplamente difundidos na rede. O autor do site além de pesquisar a origem dos boatos, tenta fazer uma análise minuciosa sobre os pontos contraditórios contidos na informação que está sendo divulgada.   

Boatos.org- É uma outra excelente alternativa para checagem de histórias espalhadas pela internet. O site segue uma linha editorial semelhante a encontrada no e-Farsas, mas pode variar no que diz respeito a análise da história. Nem sempre o que publicado num site, é repetido no outro.   

Fatos & Boatos - É um site criado pelo Governo Federal e lançado no final de 2015. Nesse site são esclarecidos fatos relacionados a política.   

Verdades e Boatos - É um site institucional desenvolvido pela Coca-Cola para esclarecer os boatos espalhados sobre os refrigerantes produzidos pela empresa.   

Tentar esclarecer os fatos divulgados na internet não é o mesmo que inibir a livre manifestação de opiniões, mas uma iniciativa importante para distinguir o que é informação verdadeira das histórias falsas divulgadas de maneira irresponsável. 

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O discurso de ódio se tornou mais visível", diz pesquisadora
Professora analisa tumulto ocorrido em evento que debatia o combate ao ódio e à intolerância nas redes
Por: Luísa Martins
21/05/2015 - 22h55min


 Grupo elevou o tom durante debate no PlenarinhoFoto: Reprodução / ZH TV
Professora da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e autora do livro A Conversação em Rede: A Comunicação Mediada pelo Computador e as Redes Sociais (Ed. Sulina, 2012), Raquel Recuero analisou, em entrevista a ZH, otumulto ocorrido durante debate sobre combate ao ódio e à intolerância nas redes, realizado na quarta-feira em Porto Alegre.
Por que se tem a sensação que existe, nas redes sociais, um excesso de intolerância e violência?
— Acho que isso não está em todos os canais, mas em alguns, principalmente no Facebook e no Twitter. Especialmente após o ano passado, por conta, principalmente, das eleições, essas agressões adquiriram outra proporção. Isso é um efeito direto da guerrilha informacional que tomou a mídia social durante o período (das eleições). Mas não quer dizer que todo mundo seja assim. É preciso entender também que há uma articulação de grupos, e muitas vezes temos o efeito do "grito", ou seja, aparece mais quem grita mais alto, mesmo que esse grito seja dado por um grupo pequeno.

As pessoas são agressivas na internet por quais motivos?
— Primeiro, porque elas não veem a audiência, que é invisível. Elas interagem com uma tela, e com uma audiência imaginada. No "calor" da emoção, acabam falando coisas para essa audiência, que, claro, não é todo mundo. Isso gera mais agressão ainda, já que as pessoas que não foram intencionalmente agredidas se ofendem, e por aí vai. Em segundo lugar, aquilo que é dito permanece, é difícil de apagar (qualquer um pode dar print screen) e tem muito mais impacto. Em terceiro, as redes são heterogêneas, com pessoas de diferentes credos, opções e ideias. Só que na vida cotidiana, a gente normalmente não procura o conflito na conversa, mas a cooperação. Há exceções, é claro, mas de modo geral a gente conversa com as pessoas sobre o que elas concordam conosco, evitamos os assuntos mais "espinhosos". Na internet, tu não consegues fazer isso. Não tens como separar as audiências. Além disso, existem os "trolls" e os "haters", que são grupos organizados para implicar, fazer barulho e criar confusão online, não apenas na seara política, mas em qualquer uma. E esses grupos conseguem se articular bem na internet, porque a rede proporciona isso.
Veja no vídeo o momento do coro de protesto:

Sua pesquisa sobre violência nas redes sociais começou em 2008. De lá para cá, mudou muita coisa?
— Sim. Eu acho que se tornou mais visível, especialmente porque há mais gente usando e mais emoção envolvida. Mas também é preciso ver que esses discursos existem na sociedade. A questão é que nem sempre eram visíveis. Por exemplo, o racismo e o discurso contra as minorias. Isso tudo faz parte da sociedade, mas adquire muito mais visibilidade no espaço online.
Temos visto, como foi o exemplo da confusão de quarta-feira na Assembleia, o ódio no ambiente virtual se transferir para o real.
— Eu acho que, na verdade, uma coisa é reflexo da outra. As campanhas foram muito agressivas, e isso tem um preço. A violência subjetiva, a que vemos como agressão direta, é resultado da violência objetiva, discursiva, sistêmica. As duas coisas estão intrinsicamente relacionadas. Para mim, a única forma de trabalhar com esses discursos é educação. Especificamente nos sites de rede social, em questões como bullying, preconceito etc, é preciso trabalhar nas escolas, com os jovens. Porque o que observamos no nosso grupo é que as pessoas não entendem muito bem os efeitos e impactos de estar nos sites de rede social e publicar qualquer coisa.
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Acesse este link e estudo o discurso do ódio nas redes ( eles não deixam copiar o texto) .

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