domingo, 4 de setembro de 2016

Excesso de informação

Situação 2016E-9A - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O excesso de informação e a saúde mental”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

AJUDINHA DA ROSE

BRINQUE DE PROFESSOR. EXPONHA LOGO DE CARA A PROBLEMATIZAÇÃO. NÃO COMECE A FAZER PAINEL HISTÓRICO, DO TIPO: " A INTERNET SURGIU EM...'. NÃO. NENHUM CORRETOR MERECE OUVIR ESSE DEJA VU. PULE DE CARA NO PROBLEMA: O EXCESSO DE INFORMAÇÃO DEIXA OS INDIVÍDUOS 'MEI LOKOS'. 
DEPOIS, MOSTRE COMO ISSO ACONTECE. POR QUE QUEREREM SABER TANTO? EH DO SER HUMANO ESTE DESEJO DE CONHECER? OU É A SOCIEDADE ATUAL CUJA COMPETIÇÃO SE FAZ COM BASE NO QUEM SABE MAIS? PENSE: TEMOS CONDIÇÕES PARA ASSIMILAR TANTO? O QUE É CONHECER? E INFORMAR-SE.  
ESCREVA COMO SE BRINCASSE. NADA DE TRAGÉDIA, SEM ALEGRIA NÃO SE FAZ A MELHOR REDAÇÃO. IMAGINE QUE É UM PROFESSOR & MÉDICO. VAI APRESENTAR UMA PALESTRA? EXPONHA BEM CLARO O SEU PROBLEMA.
DEPOIS PENSE: COMO FAZER A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO? 
VIRE-SE, VOU ALMOÇAR QUE LOGO TEM AULA DA VÂNIA, DEPOIS ENZO....BEATRIZ...
E A MINHA CACHORRA ESTÁ COM UM PROBLEMA. VETERINÁRIO JÁ.
HOJE É SEGUNDA.
BEIJISSSSSS



LEITURAS

leitura 1
Sim, é a Veja. Uso a esta revista porque ela é usada nos vestibulares. A Fuvest é a que mais recorre a ela.

O excesso de informação está provocando uma angústia típica dos tempos atuais e levando à conclusão de que, às vezes, saber demais é um problema. Nas sociedades ocidentais, as pessoas se sentem pisando em um chão não muito firme, por não conseguirem deglutir a carga de informações disponível em livros, na imprensa, na televisão e na Internet. "Quanto mais sabemos, menos seguros nos sentimos. É a sensação de que o mundo está girando a muitas rotações a mais do que nós mesmos", dizem os especialistas.
Para se ter uma idéia do tamanho do problema um bom exemplo é a quantidade de informação impressa, filme ou arquivos magnéticos: seriam necessários dez computadores pessoais para cada pessoa guardar apenas a parte que lhe caberia sobre o que é produzido. Até o final do ano estarão disponíveis três bilhões de páginas na Internet. Hoje existem no Brasil mais de 100 emissoras de televisão no ar, em diversas línguas, com especialidades diferentes. Há 100 anos existiam cerca de 200 revistas científicas no mundo. Agora são mais de 100 mil.

(...).

O eterno sentimento humano de ansiedade diante do desconhecido começa a tomar uma forma óbvia nestes tempos em que a informação vale mais que qualquer outra coisa. As pessoas hoje parecem estar sofrendo porque não conseguem assimilar tudo o que é produzido para aplacar a sede da humanidade por mais conhecimento.

(...)

Entrevista
"Ignorância programada é força"
Aos 65 anos, o americano Richard Saul Wurman sustenta que, num mundo em que as pessoas são cercadas de informações por todos os lados, não saber nada sobre certos assuntos pode ser tão importante para a saúde mental quanto o silêncio o é para a música. Arquiteto por formação, construiu prédios, foi empresário, organizou eventos e durante muitos anos foi cartógrafo. Atingiu o sucesso quando resolveu criar sua própria profissão, a arquitetura da informação. Desde então, escreveu mais de 75 livros sobre os mais variados assuntos, de medicina e mercado financeiro a animais de estimação e turismo. Seu segredo? Não saber absolutamente nada sobre o tema sobre o qual vai escrever. Assim, tudo o que descobre é o que interessa à maioria das pessoas.
(...)
. Desde que o primeiro pirata desenhou um mapa de tesouro. A informação era fonte de poder quando a Bíblia foi escrita. Isso não mudou. O que temos, hoje, é uma explosão de dados. O que diferencia uma pessoa de outra é a capacidade de entender os dados, de transformá-los em informação útil.
. Qual a diferença entre dado e informação?
. A informação só é informação quando comunica algo que outra pessoa entende. Dados não são nada disso, podem ser um amontoado de números e palavras incompreensíveis. Alguns dados são informação para quem os compreende.
. Como se transformam dados em informação?
. Como se joga futebol? É o trabalho de uma vida, não é como aprender os passos de uma dança. É muito complexo. Por isso as pessoas ficam tão ansiosas. Porque não se sentem capazes de cumprir as tarefas a que se acham obrigadas.
. Quais as conseqüências psicológicas dessa ansiedade?
. Não sou médico, mas não dá para negar que, se uma pessoa em um escritório acha que a pessoa a seu lado sempre sabe mais do que ela, há problemas.
. A Internet é a maior fonte de informação, mas, como o senhor diz em seu livro, 80% das buscas são um fracasso. Isso vai mudar?
. Acho que teremos melhores versões. A acessibilidade e as ferramentas de procura serão melhores. Em quinze anos, a Internet de hoje estará irreconhecível. Um carro de 1910 não tem nada, além das rodas, que seja igual ao carro de hoje. Será o mesmo com a Internet. Fico doente quando imagino que não estarei vivo para ver isso. As ferramentas de busca são primitivas, são um carro de 1910. Mas, por piores que sejam as estatísticas, o que se consegue hoje é infinitamente melhor do que há dez anos.
. Qual a forma mais eficiente de transmissão de informação?
. É a conversa cara a cara, olho no olho. Essa é a melhor forma de comunicar. Telefonar é melhor que escrever uma carta. Assisto a muitos documentários na televisão, eles também são boa fonte de informação. Todos os dias eu leio pelo menos dois jornais, várias revistas, falo bastante ao telefone, encontro muitas pessoas. É assim que assimilo informação. As pessoas devem escolher os próprios caminhos. Nada, no entanto, supera uma conversa pessoal.
. O senhor sente ansiedade por informação?
. Não. E sabe por quê? Porque me permito ser um ignorante. Esse é o truque. É preciso se permitir não saber. Só quem não sabe faz as perguntas óbvias e corretas, aquelas que quase todo mundo tem medo de fazer por serem óbvias.
. Uma criança hoje está mais bem preparada para entender toda a informação disponível?
. Sim e não. O que é incrível é a forma como, sozinhas, as crianças estão se familiarizando com a quantidade de tecnologia disponível. Elas não são necessariamente ensinadas a fazer isso. Aprendem simplesmente porque estão vivendo nesse ambiente sobrecarregado. 
(Veja)

Leitura 2

ACESSE AQUI. AGORA É A ISTO É, COM TEXTO DE 2016.

Trabalho voluntário

ESQUEMA OBRIGATÓRIO

INTRODUÇAÕ

APRESENTE EM 5 LINHAS A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO VOLUNTÁRIO (EM GERAL, NÃO SÓ NO Brasil). E DEPOIS EM UM SÓ PERÍODO EXPONHA QUE, NO BRASIL, AINDA FALTAM ADESÕES PARA ELE.
DESENVOLVIMENTO

USE OS TEXTOS DA COLETÂNEA MAS NÃO OS COPIE. APENAS, PARAFRASEIE IDEIAS.
NÃO É PRECISO USAR TODOS.


DESENVOLVIMENTO
D1 – COMECE MOSTRANDO OS PROBLEMAS, OU SEJA, A NÃO ADESÃO DOS JOVENS ( NO BRASIL) AO VOLUNTARIADO.
REPITO: EVIDENCIE QUE NESTE PAÍS O VOLUNTARIADO NÃO É UMA PRÁTICA TÃO COMUM. ARGUMENTE AS CAUSAS (INDIVIDUALISMO? FALTA DE SOLIDARIEDADE?) REFLITA DEPOIS DE TER LIDO TUDO)
D2 – MERGULHE DE NOVO NA IMPORTÂNCIA DO VOLUNTARIADO. PRIMEIRO FALE DA IMPORTÂNCIA PARA QUEM O PRATICA ( MAIOR POLITIZAÇÃO + SATISFAÇÃO CONSIGO, AFINAL, É BOM ENTROSAR-SE COM A SOCIEDADE E SEUS PROBLEMAS... ).
PODE USAR O TEXTO DAS BARBIES. DEIXE CLARO QUE, AINDA QUE ALGUNS JOVENS PARTICIPEM NO VOLUNTARIADO APENAS PARA SE MOSTRAR, _ LEIA O TEXTO DAS BARBIES,
ISSO VALE A PENA. POIS O IMPORTANTE É COMPREENDER QUE A PARTICIPAÇÃO É O QUE VALE. ( MAS USE ESTE TEXTO DAS BARBIES SE QUISER).
CONCLUSÃO: PROPOSTA DE INTERVENÇAO QUE MOSTRE COMO AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO NO VOLUNRIADO.
TERMINE CITANDO O BETINHO, UM DOS INCENTIVADORES DO VOLUNTARIADO. TEXTO EM AMARELO EMBAIXO DE TUDO.

TEXTO 1

Problemas sociais como a má condição de escolas, a fome ou mesmo a falta de agasalho nos períodos frios são recorrentes no País, mas há quem não espere pela ação do poder público para tentar reverter o quadro de desigualdades que encontra ao seu redor. São os chamados voluntários, pessoas que por iniciativa própria e sem nenhum tipo de remuneração prestam serviços à comunidade ou a organizações não governamentais (ONGs) em nome do bem comum.

No Brasil, de acordo com pesquisa do IBOPE Inteligência, os voluntários representam 18% da população, ou seja, apenas dois em cada dez brasileiros fizeram esse tipo de trabalho no último ano. O percentual está abaixo da média mundial que é de 37%, sendo que em alguns países como a China e o Canadá o número de voluntários sobe para 55% e 50% da população, respectivamente.
(...)
“Ao ser voluntário, você faz parte do processo de cidadania e de humanização do mundo. É um jeito de se aprender muito com a vida e passar a senti-la de uma forma não convencional. Os resultados são multiplicadores”, afirma a analista. 


TEXTO 2
'Todo mundo conhece alguém que conhece alguém que foi fazer voluntariado na África ou na Ásia. Quem sabe esse alguém pode ser até mesmo você. O fato é que hoje a ideia se tornou tão difundida que virou quase um clichê e muitas pessoas embarcam em uma viagem de voluntariado superficial, que só serve para encher nossas timelines com selfies lindas, mas que não ajudam em nada as comunidades que retratam. Afinal, estamos indo por elas, pelo mundo e pela sociedade, ou apenas para melhorar nosso ego?
Para criticar isso e mostrar que é preciso encarar o voluntariado com mais responsabilidade, duas meninas de 20 e poucos anos criaram um perfil no Instagram hilário com o nome Barbie Savior (ou “Barbie Salvadora”). Na conta, são compartilhadas fotos da boneca nas mais diversas situações, muitas delas comuns entre quem realiza trabalho voluntário em países africanos.
As criadoras da sátira, que preferem não se identificar, usam a rede social para ironizar suas próprias experiências. Porém, diferentemente do que possa parecer, a ideia não é criticar o voluntariado em si, mas mostrar que é importante que as pessoas se envolvam em atividades voluntárias de maneira mais responsável, pensando no desenvolvimento real da comunidade com a qual trabalham e não apenas em sentir-se bem consigo mesmas. Ou na visão assistencialista de quem acha que vai ajudar, do alto do seu altruísmo e inteligência, os “coitadinhos”.
Barbie Salvadora tem 20 anos de idade, nenhuma qualificação e é voluntária na África, embora nunca saibamos em qual país (e provavelmente ela também não!). Confere só algumas das publicações geniais do perfil'.
 ACESSE O LINK ...VOLTE LOGO PARA A PROPOSTA.


TEXTO 3
''Ao nos preocuparmos com a vida dos outros, ao nos empenharmos por causas de interesse social e comunitário, estamos estabelecendo laços de solidariedade e confiança recíproca que nos protegem em tempos difíceis, tornam a sociedade mais integrada e nós seres humanos melhores.
(...) No final de tudo, quem mais ganha com o trabalho de voluntariado é o próprio voluntário, pois faz amigos, acumula experiências, diverte-se, auxilia e segue a máxima cristã de ajudar ao próximo!''


·         TEXTO 4
''A pesquisa também mapeou o (des)interesse dos mais jovens pelo assunto. Oito em cada 10 jovens brasileiros (16 a 24 anos) jamais se envolveram com voluntariado. O que estaria por trás desse número? Falta de apoio dos pais, das escolas e universidades? Por que a cultura da solidariedade (e a mão de obra voluntária é a expressão mais contundente dessa capacidade de sermos solidários uns com os outros) encontra-se tão distante das novas gerações de brasileiros?
Apenas para registro: é curioso observar que o “tempo” que falta para ser voluntário parece estar sobrando para longas imersões nas redes sociais com trocas frenéticas de textos e imagens, em sua maioria, absolutamente desimportantes, efêmeros, descartáveis. O fascínio crescente da juventude (e de muitos adultos também) por essas novas ferramentas tecnológicas que promovem espetáculos virtualizados de comunicação nos impede de estabelecer contato real com outras realidades que teriam muito a nos ensinar. E isso fica claro a partir do depoimento de quem exerce alguma atividade voluntária (sem necessariamente abrir mão das redes sociais, bem dito).
Apenas 11% dos brasileiros realizam hoje alguma atividade voluntária. São 16,4 milhões de pessoas que se doam – sem remuneração – em prol de alguma obra ou projeto. Qual é a recompensa? “Sensação de bem estar” foi a primeira razão apontada pelos entrevistados. “Sentir-se útil” foi a segunda e “gratificação pessoal”, a terceira.''http://www.mundosustentavel.com.br/2014/12/brasil-tem-164-milhoes-de-voluntarios-e-pouco/


 TEXTO 5
No Brasil, o leque de atuação dos voluntários já se abre sobre educação de crianças, alfabetização de adultos, proteção dos animais, da flora, fiscalização de políticos, assistência jurídica, geração de negócios em cooperativas, promoção da ética, ciência e cultura... Tudo começou há quase 500 anos: "O voluntariado existe desde a criação da Santa Casa de Misericórdia, em Santos, em 1543", lembra Anísia Villas Boas Sukadolnik, diretora do Centro de Voluntariado de São Paulo, que faz ponte entre os interessados em trabalhar e as instituições que precisam de mão de obra. Mas foi apenas na década de 1990 que perdeu o caráter assistencialista, com a atuação do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Ele lançou uma ação contra a fome mostrando que a solidariedade era o caminho para conferir cidadania aos excluídos e uma forma de reduzir a pobreza. 


http://www.mundosustentavel.com.br/2014/12/brasil-tem-164-milhoes-de-voluntarios-e-pouco/


‘’Não é possível imaginar um país justo, que consiga alcançar a condição de desenvolvido no sentido mais amplo do termo, sem a cultura do voluntariado. Nenhum governo em qualquer lugar do mundo consegue resolver sozinho todos os problemas. Por maior que seja a soma dos impostos, a sofisticação da máquina pública ou a eficiência dos servidores, a complexidade dos problemas exige mobilização da sociedade e a organização de frentes de trabalho voluntário.
Por exemplo: dá para imaginar o que seria de boa parte dos alcoólatras espalhados pelo Brasil na escala dos milhões sem a preciosa ajuda do AA (alcoólicos anônimos)?
Em um país como o Brasil, onde o suicídio é considerado caso de saúde pública, qual seria a situação hoje se os voluntários do CVV (que realiza um serviço gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio) não atendessem voluntariamente a aproximadamente 1 milhão de ligações por ano (uma ligação a cada 40 segundos)?
São tantas as causas urgentes do Brasil que fica difícil enumerar todas as instituições (religiosas, educacionais, ambientalistas, esportivas, de saúde, de inclusão social, de combate ao preconceito etc.) que fazem a diferença graças ao precioso auxílio dos voluntários.
O novo modelo de trabalho voluntário foi possibilitado pela atuação de indivíduos motivados a exercer a cidadania em prol de causas comunitárias. É neste contexto que o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, articula o Movimento Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e Pela Vida que, sem ajuda financeira do governo, passa a distribuir toneladas de alimentos à população carente. A iniciativa de Betinho foi um marco de extrema importância para revitalizar, em âmbito nacional, a conscientização para a solidariedade. O movimento despertou também a vontade de atuar para a resolução de problemas imediatos e o aumento de reivindicações junto ao governo. 
http://www.acaovoluntaria.org.br/vipexxonmobil/voluntario-historico.php

LEITURA OPCIONAL. VOLUNTÁRIOS MEIO PERDIDÕES NA OLIMPÍADA.
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/olimpiada-no-rio/2016/08/1800593-voluntarios-tem-dificuldade-para-ajudar-turistas-e-reclamam-de-falta-de-treino.shtml

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O POLITICAMENTE CORRETO.

Procure pensar em situações concretas, em especial as que vc  vive no cotidiano. Em particular note a frase “não vejo o politicamente correto como o inimigo a ser esmagado. Prefiro descrevê-lo como o efeito colateral de um movimento civilizador, que foi a mobilização da sociedade para conter seus impulsos racistas e sexistas”
Escreva um texto argumentativo, posicionando-se sobre o politicamente correto.

''Normalmente, quando se fala em “politicamente correto”, refere-se a neutralização de uma linguagem ou discurso, evitando o uso de narrativas estereotipadas ou que possam fazer referências as diversas formas de discriminação existentes, como o racismo, o sexismo, a homofobia e etc.Em contrapartida, existe a ideia do politicamente incorreto. Nesta perspectiva, toda a precaução em evitar o uso de termos, por exemplo, que possam ofender determinadas camadas ou grupos sociais, é considerada estúpida e totalmente ignorada.
Os discursos politicamente incorretos são bastante comuns no humor, que exploram assuntos considerados tabu pela sociedade, desconsiderando princípios clássicos da moral, da ética e dos bons costumes.
Descubra mais sobre o significado da Moral.
Um indivíduo politicamente correto obedece os padrões da ética e da moral, convencionais em determinadas sociedades. É tido como um “cidadão exemplo”.
O uso do título "politicamente correto" também pode ser aplicado as ações das empresas que seguem padrões e exigências de cunho social e ecológico.
O cuidado com questões relacionadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, pode ser um exemplo de ação politicamente correta de algumas companhias e instituições, sejam públicas ou privadas''. http://www.significados.com.br/politicamente-correto/
 HÉLIO SCHWARTSMAN

Juventude carrancuda 

''Reportagem de Thais Bilenky publicada no domingo mostrou que os professores de cursinhos pré-vestibulares estão aposentando as piadinhas e comentários jocosos. O motivo é o clima PC (politicamente correto) que se instalou em parte da juventude. Hoje, tiradas que constituíam o feijão com arroz das aulas de cursinhos até alguns anos atrás geram indignação e até protestos por parte de alunos.

Há duas questões interessantes aqui. A primeira é prática. Cursinhos não haviam se tornado centros de produção de piadas por abrigar comediantes frustrados que, por algum motivo, abraçaram o magistério. Gozavam dessa condição porque chistes, além de manter desperto o interesse do estudante estafado, são um excelente auxiliar da memória.

Uma forma razoavelmente eficaz de reacessar um conteúdo cognitivo que já tenha sido aprendido é associá-lo a um trocadilho infame ou qualquer outra bobagem. Professores de pré-vestibulares, com graus variáveis de sucesso, tentavam explorar essa faceta de nossa arquitetura cerebral em favor dos alunos. É claro que ninguém vai morrer se ficar sem essa muleta mnemônica, mas receio que algo se perca com o banimento das piadas de cursinho.

A outra questão diz respeito ao próprio PC. Ao contrário de outros defensores do humor sem patrulhas, não vejo o politicamente correto como o inimigo a ser esmagado. Prefiro descrevê-lo como o efeito colateral de um movimento civilizador, que foi a mobilização da sociedade para conter seus impulsos racistas e sexistas. É claro que o fato de o PC ter uma origem bacana não elimina a necessidade de combater seus exageros.

Se há algo tão ruim quanto uma pilhéria de gosto duvidoso, é perder a capacidade de rir das incongruências do mundo. A diferença é que, enquanto a primeira tende a ser resolvida com o silêncio que reservamos às piadas sem graça, a falta de humor priva a vida de seus sabores''.
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A TIRANIA DO POLITICAMENTE CORRETO

Muito provavelmente, a maioria de nós já foi enganada pelo politicamente correto. O termo é bonito, soa bem, parece polido, cheio de virtude, digno de ser aprendido e posto em prática. Com o tempo, no entanto, aprendemos que se trata de um embuste, mais uma daquelas novas expressões incluídas em nosso vocabulário para confundir e dar aparência de virtuoso àquilo que é vil, frívolo e indecoroso; roupagem fina para  grosseria, ou um lobo em pele de cordeiro. Trata-se, na verdade, da pior ditadura que pode vir a existir: aquela em que os súditos se encarregam de subverter e subjugar os seus próprios comuns ao jugo de um poder tirano.
Essa é a realidade da sociedade contemporânea. Quando conversamos, dialogamos ou expressamos nossas ideias, fazemos o tempo todo como que pisando em ovos. As pessoas tornaram-se extremamente sensíveis a qualquer objeção ou ideia que venham a lhes desagradar. As palavras devem ser cuidadosamente escolhidas, e é preciso ter certeza que ninguém se sentirá ofendido com o que será dito.
O politicamente correto é a versão real da novilíngua, idealizada pelo governo autoritário do livro de ficção “1984”, de George Orwell. A novilíngua não nascia naturalmente como expressão da cultura e acúmulo de conhecimento do povo, mas pela condensação e remoção dos vocábulos e de seus significados, a fim de limitar o pensamento. Simplesmente não pode estar no universo das pessoas algo que elas não têm palavras para dar sentido pleno. Controlando, portanto, a linguagem, os governantes controlavam os pensamentos e qualquer oposição que pudesse surgir de novas ideias. Logo, não era preciso se preocupar em proibir a menção de coisas, pessoas, ou situações. Bastava diminuir o escopo de construção racional sobre elas.
Da mesma maneira, o politicamente correto quer sugerir verbetes que nos imponham um pedido de autorização para falar sobre determinados assuntos, tornando imoral o uso de sinônimos diversos. Começa-se com coisas simples, aparentemente sem consequências importantes: o aleijado é deficiente físico; o cego é deficiente visual; o relacionamento homossexual é homoafetivo; o viciado é dependente químico, e assim por diante. Por mais que saibamos que existem maneiras discretas de se referir a determinadas situações, tornamo-nos mal educados e incorretos pelo simples fato de usar algumas palavras, que em si nada têm de ofensivas, são apenas descritivas.
No entanto, o mais grave ocorre quando da emissão de opiniões, de ideias ou da consciência. Expressar desacordo tornou-se discurso de ódio, e qualquer parecer contrário aos interesses de um determinado grupo vira “fobia”. Ou seja, opinião é criminalizada sem a necessidade de lei.
O uso constante do sufixo “fobia” é uma clara imposição da novílingua, a aceitação forçada do discurso oficial, bem como o de rotular oposição como discurso de ódio.  Na era do politicamente correto, todos nos tornamos, de alguma maneira, fóbicos e odiosos. Se alguém não concorda como o modo de pensar ou de agir de outra pessoa, logo é acusado de ter fobia e odiar aquele a quem se opõe.
Uma demonstração bem clara dessa prática se dá no caso do programa Mais Médicos. Se você argumenta que o Brasil tem meios alternativos de resolver os problemas da saúde pública com seus próprios médicos, e, por isso, é contra a vinda de profissionais cubanos, vão lhe chamar de xenofóbico. Não interessa que você levante bons argumentos racionais, e que você não tenha nada contra os cubanos pelo fato de serem de outra nacionalidade. Você se tornou xenofóbico. Ponto final.
Igualmente, se você é contra determinada ideologia ou partido político, qualquer coisa que vier a falar contra eles, será denunciado como discurso de ódio.
É interessante também notar que isso cria uma armadilha para todos os lados envolvidos no momento que se exterioriza discordância. Veja só um exemplo que gera discussões acaloradas: quando o cristão defende princípios conservadores acerca da sexualidade, ele é rotulado de homofóbico. Ironicamente, a acusação retorna, e os homossexuais são chamados de cristofóbicos. Trata-se, claramente, de um coletivismo generalizado, que não expressa a realidade de nenhum dos grupos.
Note bem, basta acrescentar o sufixo fobia e pronto! Está aí a defesa de tuas ideias. Faça-o de acordo com tua preferência: o importante é dificultar que a outra pessoa construa argumentos, mesmo que para isso seja necessário transformar o diálogo em ataque pessoal, fora do campo da razão. Se alguém tentar argumentar contra uma prática ou uma ideia, não deixe de gritar aos quatro cantos que aquele discurso é cheio de ódio, e aos olhos de muitos, você sairá vencedor.
Quando o debate e a expressão são limitados, em vigia constante de uns sobre os outros acerca do que é certo dizer ou não, sobre quais palavras podem ser usadas e acerca do que se é permitido pensar, o diálogo, o confronto de ideias e a dialética tornam-se impossíveis. Instaura-se, assim, uma ditadura disfarçada e alimentada pelos próprios escravizados.
O que resta é o silêncio: vivemos a tirania do politicamente correto. http://www.vistadireita.com.br/blog/a-tirania-do-politicamente-correto/
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Uma verdadeira liberdade de expressão

O politicamente correto não oprime, nem patrulha.
Se oprimisse e patrulhasse, teria que ter constituições, leis, códigos, tribunais, inquisições, index, forças policiais e militares; algum poder oficial teria a tarefa de legislar e implementar essas leis; alguma força policial ou militar teria um código para regulamentar as patrulhas nas quais oprimiria a população, aplicando multas, penas, castigos.
Onde está a estrutura opressora do politicamente correto?
* * *
"Patrulha" são soldados armados por um governo que lhes dá poder de matar. "Opressão" é quando instituições, públicas ou privadas, impõem suas regras sobre pessoas comuns.
Só quem tem poder de oprimir e patrulhar são as instituições, o estado, as grandes empresas.
Só quem tem poder de oprimir e patrulhar são as ideologias hegemônicas: o racismo, o machismo, a homofobia, a transfobia, o capacitismo, a intolerância religiosa; enfim, todas as vertentes da outrofobia.
Como pode ser "opressor" e "patrulhador" algo tão abstrato, tão minoritário, tão fraco quanto o politicamente correto?
Como pode ser "opressora" e "patrulhadora" uma gota de discurso homoafetivo em um mar cultural de homofobia, um punhado de pessoas trans* autoidentificando seus gêneros em um mundo quase completamente cisgênero, algumas poucas ateias militantes em oposição a todos os padres e pastores, rabinos e imãs?
* * *
O politicamente correto é uma nova ética, resultado de uma maior participação social de minorias até então silenciadas; um código de conduta não-escrito, autodefinido por cada uma de nós, pessoas comuns que não têm poder de impor suas vontades às outras, através do qual tentamos agir e falar da forma que nos parece mais empática e mais generosa.
O politicamente correto somos todas nós decidindo não assistir mais o comediante que faz piada de estuprar grávida, não dar mais às nossas crianças os livros infantis do autor racista, não mais chamar uma minoria pela palavra que ela acha ofensiva.
Como podem acusar esse processo de opressão, patrulha, censura?
Um comediante ter a liberdade (assegurada na constituição) de fazer piada de estupro e nós, pessoas comuns, termos a liberdade (assegurada na constituição) de escrever textos criticando-o e propondo boicotes ao seu show... é a essência da liberdade de expressão em uma sociedade democrática.
Se não isso, o que queriam? Poder falar o que quiserem e nunca ser criticados?
Isso não seria liberdade de expressão, seria privilégio: o privilégio do qual sempre desfrutaram as classes dominantes, o privilégio que o politicamente correto — ao defender uma verdadeira liberdade de expressão, uma liberdade de expressão aberta a todas as pessoas, privilegiadas ou não — lhes tirou.
Nada poderia ser mais anti-censura, anti-patrulha, anti-opressão do que isso.
(Sobre humoristas e politicamente correto, leiam a minha carta aberta às humoristas do Brasil.)

Em qual time queremos estar?

Sim, as militantes de causas identitárias são muitas vezes radicais e cometem excessos. Mas é porque estão na vanguarda.
Quase sempre, só as pessoas mais radicais, aquelas que veem o mundo em branco-e-preto, são as que conseguem efetivamente romper a inércia dos tempos e tomar as atitudes que mudam o mundo, enquanto as pessoas acomodadas olham de longe, balançam a cabeça, fazem "tsc tsc" e têm filhas que vão colher os frutos desse radicalismo.
Então, apesar de todas as ferozes brigas internas, apesar dos (pretensos) radicalismos e dos (ditos)excessos, quando as balas de borracha começam a voar, precisamos decidir se estamos com quem defende respeito e dignidade para as pessoas trans* ou com quem exige o direito de fazer "piada de travesti".
Se o segundo grupo orgulhosamente se autoproclama "politicamente incorreto", então não faz sentido as pessoas do primeiro fugirem da pecha de politicamente corretas.
Proponho tomarmos para nós, também com orgulho, esse termo.
Pois eu tenho orgulho de estar do lado oposto dessa gente.

Ressignificando o politicamente correto

Há muito tempo, nos Estados Unidos, as pessoas homossexuais eram chamadas pejorativamente de"queer", um adjetivo que significa "estranho". Em um dado momento, a comunidade homossexual tomou o termo para si, criou slogans como "I'm queer and proud of it" ("Sou estranho e tenho orgulho disso!") e, em poucos anos, conseguiu ressignificar a palavra. Hoje, "queer" não é mais um termo pejorativo: ele pertence à comunidade homossexual.
O termo "politicamente correto" hoje é usado pela direita para fazer pouco das prioridades linguísticas e políticas de uma parte da esquerda — como, por exemplo, utilizar o termo "pessoas com deficiências" e não "deficientes" — mas não existe um movimento "politicamente correto", ninguém bate no peito pra se dizer "politicamente correta".
Entretanto, se você acha, como eu, que faz todo o sentido do mundo chamar as "pessoas com deficiências" pela expressão que lhes deixa mais confortáveis, então talvez seja a hora de cooptarmos para nós a expressão "politicamente correto".
Se ser "politicamente correta" é se importar com o efeito que nossas palavras têm nas outras pessoas, em especial nas pessoas marginalizadas, então, sim, talvez devêssemos bater no peito e nos afirmar "politicamente corretas".

E a liberdade de expressão?

Não tem como falar de politicamente correto sem falar de liberdade de expressão. Afinal, a principal acusação de seus detratores é que o politicamente correto é inimigo da liberdade de expressão.
Infelizmente, o assunto é vasto e não cabia aqui. Esse texto continua em Elogio à liberdade de expressão.
Já deixo uma citação que já resume tudo:
"Em vários casos, o princípio liberal da liberdade de expressão, que é uma ideia de “mais liberdade é a solução”, não se aplica. Um conceito importante diz respeito ao efeito silenciador do discurso.
Um bom exemplo é o caso da discriminação contra a mulher. Discursos sexistas, por exemplo, colocam as mulheres em posição de tamanha inferioridade que provocam seu silêncio, desqualificando sua expressão.
Nesse caso, uma intervenção do Estado contra o discurso sexista, ao contrário de limitar a liberdade dos que disseminam o preconceito, garante a expressão daqueles que não conseguiriam se manifestar de outra forma."(fonte)
* * *
O texto “Politicamente correto, uma defesa” e sua sequência, “Elogio à liberdade de expressão”, fazem parte da Prisão Privilégio, a ser publicada aqui no PapodeHomem no mês que vem.http://papodehomem.com.br/politicamente-correto-uma-defesa/
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VEJA O PRIMEIRO VÍDEO. O SEGUNDO É OPCIONAL.